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Temer é presidente com pior aprovação da história, diz CNT

Apoio despenca para 3,4% e rejeição a peemedebista supera marca negativa de Dilma Rousseff, aponta CNT.

20 set 2017
12h18
atualizado às 12h22
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O presidente Michel Temer é aprovado por apenas 3,4% dos brasileiros, a pior aprovação já obtida por ele e por um presidente da República na série histórica da pesquisa CNT/MDA, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Temer, que era apoiado por 10,3% dos entrevistados em fevereiro, viu seu índice despencar em poucos meses.

Presidente Michel Temer, durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Presidente Michel Temer, durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Foto: Reuters

Dos entrevistados, 75,6% o avaliam negativamente. Para 18% dos entrevistados, a avaliação é regular, e 3% não souberam opinar. O pior resultado até o momento havia sido obtido pela ex-presidente Dilma Rousseff, que foi avaliada negativamente por 70,9% dos entrevistado em julho de 2015.

A série histórica da pesquisa começou a ser registrada pela CNT em julho de 1998, durante o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A nova pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (19/09).

Temer também quebrou o recorde negativo na aprovação do desempenho pessoal do presidente. Neste quesito, alcançou apenas 10,1%, contra 84,5% de desaprovação, além de 5,4% que não opinaram. Esta avaliação começou a ser computada em 2001.

Dos entrevistados, 80% afirmaram acreditar que Temer não está fazendo as reformas necessárias ao País. A maioria (58,6%) declarou não ter nenhuma confiança no presidente, e 46,7% afirmaram que Temer não é respeitado.

A 134ª pesquisa da CNT/MDA foi realizada entre os dias 13 e 16 de setembro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Esta edição da pesquisa também abordou cenários possíveis para a eleição presidencial de 2018 e questionou os entrevistados sobre temas relativos à reforma política, Operação Lava Jato, a expectativa para os próximos seis meses, além do hábito de consumo de notícias.

Eleições 2018 e Lava Jato

A intenção de voto para a eleição presidencial em 2018 indica manutenção da liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários de primeiro e segundo turnos. Jair Bolsonaro se consolida na segunda posição.

No quesito intenção de voto espontânea, Lula recebeu o maior percentual de votos: 20,2% - sendo superado apenas por branco/nulo (21,2%) e indecisos (37%). Em segundo lugar, ficou Bolsonaro (PSC-RJ), com 10,9%.

O potencial de rejeição de ambos os pré-candidatos ultrapassa 50%. Na avaliação da CNT, a pesquisa demonstra que a eleição está aberta para um nome de alta respeitabilidade não ligado ao meio político, podendo ser da área judiciária, médica ou empresarial.

Além disso, 54% dos entrevistados disseram não saber que há uma reforma política tramitando no Congresso nacional. Para 94,3% das pessoas, o País está em crise política. Dessas, 49,9% acreditam que a troca de presidente não resolveria a situação.

Sobre a operação Lava Jato, 79,9% dizem que estão acompanhando, 78,5% afirmam que aprovam a Lava Jato na investigação de casos de corrupção envolvendo políticos e empresários, e 54% dos entrevistados afirmaram que ela está beneficiando o País.

Por fim, a pesquisa da CNT/MDA concluiu que televisão ainda é o principal meio de informação dos brasileiros (51,8%), seguida pela internet (39,4%) e pelo jornal impresso (3,4%).

PV/ots

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