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Tarifaço de Trump não tem racionalidade econômica, diz Haddad

Ministro afirmou que medida é 'eminentemente política'

10 jul 2025 - 13h35
(atualizado às 14h07)
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (10) que o aumento das tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma medida carente de "racionalidade econômica".

Haddad e Lula criticaram decisão de Trump
Haddad e Lula criticaram decisão de Trump
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A decisão é eminentemente política, porque ela não parte de nenhuma racionalidade econômica. Nós somos, nos últimos 15 anos, deficitários em mais de US$ 400 bilhões com os Estados Unidos", afirmou o ministro em coletiva de imprensa.

Na quarta-feira (9), o mandatário republicano, por meio de uma carta divulgada em sua plataforma Truth, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras, usando como argumentos um déficit comercial inexistente com o Brasil e o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por golpe de Estado.

Na visão de Haddad, a decisão de Trump está ligada a uma estratégia do ex-mandatário e de seu filho, Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo e que está morando nos Estados Unidos.

"Até a extrema direita vai ter que reconhecer que deu um enorme tiro no pé, porque está prejudicando o principal estado do país [São Paulo]", opinou o chefe da Fazenda.

Haddad e outros ministros passaram a analisar possíveis alternativas para o destino das exportações brasileiras, caso o anúncio de Trump se concretize. A ordem foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou que o Brasil deve aplicar a Lei de Reciprocidade.

Apesar da tensão, o ministro disse confiar que a diplomacia brasileira conseguirá resolver a crise. "Foi um dia ruim, que vamos superar por meio da nossa diplomacia. Temos uma relação histórica entre os povos brasileiro e americano, e isso não pode ser comprometido por um gesto unilateral e egoísta", finalizou.

Ansa - Brasil
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