Suíça: exame confirma que corpo achado é de jovem brasileiro
Foi confirmada na tarde desta segunda-feira, a morte do estudante Matheus Henrique Marioto, 23 anos, que estava desaparecido desde 2 de agosto, quando participava da festa de música eletrônica Street Parade, em Zurique, na Suíça.
No final da tarde desta segunda-feira, o Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de São José do Rio Preto, informou que exame de DNA feito pelas autoridades suíças confirmaram que que o corpo encontrado na sexta-feira, no rio Limmat, era mesmo do rapaz.
Marioto, que morava e trabalhava na Alemanha viajou para a Suíça em companhia de amigos para participar da festa. Por volta das 18h do sábado, dia 2 de agosto, ele pulou de uma ponte para se refrescar no rio e desde então não foi mais visto.
Após buscas feitas pela polícia suíça, o corpo foi localizado na última sexta-feira. O reconhecimento foi feito nesta segunda-feira por meio de exame de DNA com objetos do rapaz recolhidos de seu apartamento, em Aachen, na Alemanha.
O estudante, que concluiu em 2011 a graduação em Ciências de Computação Matemática pelo Bilce, era, desde 2013, aluno do programa de pós-graduação, no qual trabalhava em projeto de mestrado na linha de engenharia de software e banco de dados. O Ibilce decretou três dias de luto.
Desde junho, ele era estagiário em tecnologia da informação da empresa Code4business, em Aachen. O estágio foi intermediado pela agência de intercâmbio Aiesec, onde também trabalhavam alguns amigos que viajaram com ele à Alemanha. A empresa que colocou suas filiais da Alemanha, Brasil e Suíça no caso, negou que tenha patrocinado a viagem de seus funcionários.
A família do estudante, que mora em Assis, no interior de São Paulo, pediu para não ser incomodada. A mãe de Marioto, Luiz Sandra Bastos Vidal, que até esta segunda-feira ainda acreditava que o filho estivesse vivo, deve viajar a Rio Preto para se reunir com diretores do Ibilce.
O Itamaraty informou que, a pedido da família, não iria divulgar qualquer informação sobre o caso, se limitando a dizer que continuará prestando assistência necessária para os familiares, como providenciar toda a documentação. Mas segundo o Itamarary, até mesmo informações sobre o translado do corpo não poderiam ser repassadas. Passaportes emergenciais foram providenciados, mas a família ainda pretendia aguardar mais informações do consulado brasileiro em Zurique para se decidir se viajaria à cidade.