Secretário diz que governo dos EUA 'não se envolveu diretamente' na fuga de Flávio
Após perder eleição, senador deixou o Brasil acompanhado da família
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou envolvimento direto do governo americano na fuga do senador Flávio Bolsonaro para o país, após sua derrota eleitoral para Lula. O parlamentar viajou via Argentina e Equador rumo à Flórida, desrespeitando ordem do ministro Alexandre de Moraes para retenção de seus passaportes devido a investigações por lavagem de dinheiro. Rubio afirmou que Donald Trump autorizou a entrada condicional do político, que já possuía visto americano válido.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste sábado (31) que o governo americano "não se envolveu diretamente" na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o país após a derrota na eleição presencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O parlamentar deixou o território brasileiro utilizando uma rota pela Argentina, pouco tempo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a retenção dos passaportes do político.
"Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o Brasil. O governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas", afirmou Rubio.
O chefe da diplomacia americana comentou ainda que o presidente do país, Donald Trump, "deixou claro que, se ele se apresentasse em um ponto de entrada, receberia autorização de entrada condicional".
"Fomos informados de sua chegada aos Estados Unidos. Ele já possuía visto válido, e o presidente decidiu autorizar sua entrada no país", acrescentou.
Além de tratar da situação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Rubio confirmou que deverá se encontrar com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante a reunião de cúpula do G7, na França.
Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). Após a divulgação do resultado, o parlamentar de 45 anos, investigado em dois inquéritos no STF. deixou o país acompanhado da família.
Em uma operação sigilosa, o grupo atravessou a fronteira com a Argentina e passou pelo Equador antes de desembarcar na Flórida. A saída do país ocorreu a despeito da proibição imposta pelo ministro Moraes, que determinou a entrega imediata dos passaportes do senador. A medida cautelar foi expedida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. .
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.