Sabino pede demissão do Ministério do Turismo, mas ainda permanece no cargo
O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta sexta-feira que entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, a pedido do presidente, ficará no cargo até a próxima semana, quando os dois estarão em Belém para a inauguração de obras.
Sabino manifestou o desejo de permanecer no posto, mas ponderou que pediu a demissão por ordem de seu partido, o União Brasil. O ministro não confirmou e nem descartou a possibilidade de uma reversão dessa determinação da legenda, mas disse acreditar no diálogo e afirmou que Lula também está disposto a conversar.
"O presidente pediu que eu o acompanhasse nessa missão à cidade de Belém na próxima quinta-feira, e assim nós vamos estar", disse Sabino em entrevista no Palácio do Planalto, acrescentando que vai "como ministro ainda".
"Hoje o presidente acenou com essa possibilidade de ampliar esse diálogo junto com o partido União Brasil para a gente possa ver quais vão ser as cenas dos próximos capítulos."
Os partidos União Brasil e PP, que formam uma federação, determinaram no início do mês que correligionários renunciem a seus cargos no governo federal, alertando que o não cumprimento da determinação pode resultar na adoção de punições disciplinares.
O Ministério do Turismo terá grande protagonismo em novembro, quando Belém irá sediar a cúpula climática da ONU COP30.