RJ: Justiça ouve último réu do caso Amarildo
Após o depoimento, que será dado hoje, juíza decidirá se precisará de mais informações ou já toma decisão sobre pena
A Justiça do Rio ouve nesta segunda-feira o último dos 25 réus acusados de terem torturado e assassinado o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morador da favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Terminada a fase de depoimentos, cabe a juíza Daniella Alvarez, da 35ª Vara Criminal do Tribunal do Rio, analisar o material e a necessidade de outras informações complementares para então proferir a sua decisão, ainda sem prazo.
O ajudante de pedreiro desapareceu após ser levado por policiais militares para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) entre os dias 13 e 14 de junho. O Ministério Público afirma que os PMs levaram o ajudante de pedreiro para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela no dia 14 de julho de 2013, onde ele teria sido torturado. Segundo a denúncia do MP, alguns policiais teriam vigiado o entorno da base e não teriam impedido os supostos atos de violência. O MP acusa os policiais também de terem desaparecido com o corpo do ajudante de pedreiro.
Penas podem chegar a 33 anos
Os 25 PMs respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual, omissão imprópria e formação de quadrilha. Somadas, as penas podem chegar a 33 anos de reclusão, dependendo do envolvimento de cada um no caso.
Quatro são acusados de torturarem diretamente o pedreiro, e suas penas devem ser maiores. São eles o tenente Luiz Felipe de Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital.
Comandante da UPP da Rocinha na época, o major Édson Raimundo dos Santos é acusado de ordenar a tortura e as fraudes posteriores para ocultar a cena do crime e gerar provas falsas, como uma ligação de celular em que um dos soldados se faz passar por um traficante que se responsabilizaria pela morte de Amarildo.
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