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Volta de emissão de passaporte tem pouco movimento em postos

24 jul 2017
15h03
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O primeiro dia após a retomada da emissão de passaportes foi de pouca movimentação nos postos da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. Com pequenas filas de espera, os solicitantes eram em sua maioria pessoas já com passagens compradas ou viagens marcadas para estudar ou trabalhar.

Produção havia sido suspensa por falta de verba federal
Produção havia sido suspensa por falta de verba federal
Foto: Agência Brasil

O piloto de helicóptero Alex Dutra tem passagem marcada para a próxima sexta-feira (28) para o Canadá e foi à PF tentar conseguir um passaporte emergencial. "Fiz o agendamento do pedido no dia que deu o problema. Terei que verificar nos consulados dos Estados Unidos, onde farei escala, e do Canadá, se ele será aceito, pois meu visto está válido, mas meu passaporte antigo foi invalidado porque solicitei um novo".

O serviço estava suspenso desde 27 de junho devido à falta de recursos financeiros. Na semana passada (21), o Ministério da Justiça enviou verba extra de R$ 102 milhões para a regularização da expedição de passaportes. De acordo com a PF, os pedidos que foram acumulados durante o período de suspensão do serviço serão atendidos por ordem cronológica conforme as solicitações.

O técnico industrial Pedro Paulo de Melo Nogueira precisa com urgência tirar um visto de trabalho para Malásia e já esteve na PF três vezes para tentar obter um passaporte emergencial. "O passaporte emergencial já avisaram que só vão emitir 32 e analisarão caso a caso. Dão preferência para quem já está com passagem comprada", disse ele.

O estudante de biologia Leonardo Freitas começa um programa de intercâmbio acadêmico em Portugal em setembro e contou que foi prejudicado com o atraso na emissão do passaporte. "A viagem é daqui a pouco e ainda preciso tirar um visto, preparar um monte de coisas e só agora [que os passaportes voltaram a ser emitidos] poderei providenciar tudo isso", disse ele. "Tenho medo de não dar tempo e cancelarem o intercâmbio".

A Casa da Moeda estima que em até cinco semanas o serviço esteja regularizado.

*Colaborou Tatiana Alves

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