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Política

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Zema sobre ação por celular na cabine: 'Se eu tivesse roubado um celular, estaria tudo bem'

4 out 2026 - 17h38
(atualizado às 17h42)
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Resumo
O candidato Romeu Zema ironizou a ação criminal movida pelo MPE após ser flagrado com um celular na cabine de votação em Araxá. Ele alegou que usava a ferramenta "Colinha Virtual" do TSE e que não foi alertado pelos mesários sobre a proibição, negando ter feito registros do voto. O caso será apurado pelo TRE-MG. Pelas normas eleitorais, portar aparelhos eletrônicos diante da urna é proibido para garantir o sigilo do voto, sendo autorizada apenas a colinha impressa ou em papel.
Zema comenta uso de celular durante votação em MG: 'Quase como se fosse um dedo':

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) ironizou nas redes sociais neste domingo, 4, a ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) após ele entrar com um celular na cabine de votação em Araxá (MG). "Mas se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil", escreveu.

Na publicação, Zema também questionou o fato de a Justiça Eleitoral disponibilizar ferramentas virtuais para auxiliar o eleitor antes da votação. "O TSE cria uma ferramenta chamada 'Colinha Virtual', a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular. (???)", afirmou.

O MPE ingressou com a ação após Zema ser flagrado com o aparelho em mãos diante da urna. Mais cedo, o candidato disse que não havia sido alertado pelos mesários sobre a proibição e negou ter feito fotografias ou registros durante o voto. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que o episódio será apurado.

As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem que eleitores portem celulares, câmeras ou outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto dentro da cabine, mesmo desligados. Os aparelhos devem ser deixados em local indicado pela mesa receptora antes da votação. A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma "colinha", mas orienta que os números dos candidatos sejam anotados em papel.

Estadão
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