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Política

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Zema afirma que Senado está 'acovardado' diante de crise no STF

3 set 2026 - 20h58
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Resumo
Em sabatina à Veja, Romeu Zema justificou seu fraco desempenho nas pesquisas apontando o desconhecimento do eleitor sobre a política. Usando camiseta contra "intocáveis", criticou o Senado por se "acovardar" diante de escândalos no STF. Na política externa e segurança, apoiou a postura de Donald Trump contra o crime organizado, minimizou o risco de intervenções externas frente à ameaça das facções nacionais, criticou a reação do Brasil a tarifas dos EUA e defendeu a saída imediata do país dos Brics.

Romeu Zema (Novo), nesta quinta-feira, 3, afirmou, em sabatina transmitida pela Veja, que as "eleição é igual um cardápio", e os eleitores desconhecem o processo de votação. Ele estava respondendo a uma pergunta sobre as baixas intenções de voto na sua campanha.

Em seguida, Zema se usou de exemplo sobre a suposta ignorância brasileira em relação ao processo democrático. "Eu, por exemplo, fui em um hotel que estava sendo reformado, e os pedreiros não me reconheceram", afirmou.

Durante a entrevista, o candidato estava usando uma camiseta preta com a inscrição "chega de intocáveis". Era uma referência ao escândalo recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o banco Master.

Sobre o caso, Zema afirmou que o Senado está "acovardado", e a República não faz as movimentações que deveria para investigar o escândalo.

Em outro segmento da entrevista, o candidato falou sobre economia e política internacional. Quando perguntado se ele temia uma intervenção norte-americana no Brasil, respondeu: "temos pelo menos 60 milhões de brasileiros vivendo sob tutela de facções do crime organizado muito mais do que uma intervenção".

Zema também afirmou que quer cooperar com outros países, e acha bem-vinda a intenção de Donald Trump de combater o crime organizado nas américas.

Por fim, ele relatou que, enquanto governador de Minas Gerais, sempre tratou possíveis parceiros econômicos de forma amigável, e que vê a resposta do estado brasileiro às tarifas de Trump como equivocada.

Zema afirmou, também, que o Brasil não tem "nenhuma afinidade" com os países do Brics, e que deveria sair do bloco.

Estadão
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