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Política

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Vídeo de mulher com suposta droga não foi gravado em ato pró-Lula

IMAGENS FORAM PUBLICADAS EM PERFIL DA ARGENTINA E CIRCULOU NO CHILE ANTES DE CHEGAR AO BRASIL; TSE DETERMINOU EXCLUSÃO DE POSTAGEM ENGANOSA COMPARTILHADA POR CAMPANHA DE FLÁVIO

13 out 2026 - 17h00
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Resumo
É enganoso o vídeo que alega mostrar uma mulher consumindo drogas em um ato pró-Lula no Brasil. Checagens apontam que a gravação original surgiu na Argentina e circulou no Chile antes de ser usada fora de contexto por perfis de direita brasileiros. Diante da desinformação para associar o ato ilícito à esquerda, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção imediata das publicações compartilhadas por aliados da oposição, ressaltando a atuação da Justiça contra a manipulação de fatos.

O que estão compartilhando: vídeo de uma mulher de cabelos vermelhos inalando o que seria uma substância ilícita. A legenda alega que a pessoa seria participante de ato político favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à esquerda no Brasil.

O conteúdo não mostra uma apoiadora do Partido dos Trabalhadores (PT) nem uma manifestante em atos a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil. A busca reversa de imagens no Google constatou que a gravação original foi publicada na rede social X por um perfil da Argentina, no dia 10 de outubro, às 16h18.
O conteúdo não mostra uma apoiadora do Partido dos Trabalhadores (PT) nem uma manifestante em atos a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil. A busca reversa de imagens no Google constatou que a gravação original foi publicada na rede social X por um perfil da Argentina, no dia 10 de outubro, às 16h18.
Foto: Reprodução / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O vídeo não mostra uma manifestante em ato pró-Lula no Brasil. Busca reversa de imagens no Google revelou que a gravação original foi publicada na rede social X por um perfil da Argentina, no dia 10 de outubro, às 16h18. Após a publicação, o vídeo circulou com legendas diferentes no Chile, no dia 11 de outubro, às 14h32, e no Brasil, no mesmo dia, às 17h41. A busca reversa é uma ferramenta que possibilita verificar se uma imagem foi publicada anteriormente em outro local.

Saiba mais: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de postagens com o video, que foi compartilhado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Procurada pelo Verifica, a campanha não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria.

O conteúdo também foi verificado por outras agências de checagem, como Aos Fatos, Agência Lupa e Fato ou Fake.

A postagem verificada utiliza um vídeo descontextualizado para associar o uso de substâncias ilícitas a eleitores de esquerda no Brasil. A legenda da publicação afirmava que manifestantes usaram drogas durante um ato, mas omitia o país e o local do evento.

Não há dados suficientes para confirmar a identidade da mulher no vídeo nem o contexto exato da cena, mas a ferramenta de busca reversa de imagens do Google indica que o primeiro registro do conteúdo ocorreu na Argentina (abaixo).

TSE determinou remoção do vídeo

O ministro Marco Aurélio Bellizze fixou o prazo de 24 horas para a retirada do conteúdo, divulgado também por Pablo Marçal e Carlos Bolsonaro. Segundo o ministro, o vídeo utiliza uma imagem gravada no Chile, um dia antes do ato, e a apresenta fora de contexto, como se fosse um registro da manifestação.

A decisão atende a um pedido da coligação de Lula, que acusa Flávio e aliados de disseminar notícias falsas para prejudicar o candidato à reeleição. Bellizze afirmou que a liberdade de expressão não impede a Justiça Eleitoral de agir diante de informações falsas ou de manipulação de contexto.

Como checar postagens suspeitas

Vídeos que exibem ações sem identificar o local ou a data são frequentemente usados em conteúdos de desinformação. Desconfie de postagens que atribuem atos ilícitos a grupos políticos sem fontes comprovadas. Faça busca reversa de imagens para confirmar a origem do material visual antes do compartilhamento (veja como fazer aqui) e acesse sites de agências de checagem de fatos para verificar a veracidade das informações.

Estadão
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