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Política

Veja repercussão da morte de Raul Jungmann entre políticos: 'Exemplo de homem público'

Autoridades como o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, lamentaram a morte do ex-ministro

19 jan 2026 - 12h54
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O ex-ministro Raul Jungmann morreu no sábado, 18, aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e lutava há anos contra a doença.

Diversas personalidades políticas lamentaram a morte do pernambucano. O ministro Alexandre de Moraes publicou uma nota no site do Supremo Tribunal Federal (STF), em nome da Corte, na qual desejou forças aos familiares e relembrou um momento em que os dois trabalharam juntos.

Raul Jungmann morreu aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas.
Raul Jungmann morreu aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas.
Foto: Wilton Junior/Estadão - 20/04/2023 / Estadão

"Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento", escreveu Moraes.

O ministro Gilmar Mendes afirmou em publicação no X que a morte de Jungmann o atingiu "de forma especialmente dolorosa". "Perco um amigo querido, cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade. Nossa amizade foi construída no diálogo franco e na partilha de uma mesma convicção: a de que a democracia exige coragem e compromisso permanente com a Constituição", disse Mendes.

"Sua trajetória confunde-se com a própria história da redemocratização brasileira. Mais do que os cargos que ocupou, permanecem o exemplo e a dignidade com que sempre serviu ao País", acrescentou.

Em outra nota publicada no site do STF, o ministro Dias Toffoli também lamentou a morte e afirmou que Jungmann atuou com "coragem, clareza e senso de responsabilidade pública" quando "a democracia foi colocada à prova".

"Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou", disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, relembrou em publicação no X que, em nome da Câmara, concedeu a Jungmann, em dezembro do ano passado, uma moção de louvor como reconhecimento da sua trajetória pública.

"Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento", escreveu.

Jungmann foi ministro do Desenvolvimento Agrário durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O atual líder da pasta, Paulo Teixeira, comentou, também em publicação no X sobre a trajetória do pernambucano na política brasileira.

"Enquanto sua saúde permitiu, participou, com generosidade e espírito democrático, do conselho dos ex-ministros do Desenvolvimento Agrário que montei como espaço de consulta e reflexão no ministério", disse. "Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos de Raul Jungmann."

No governo de Michel Temer, Jungmann foi ministro da Defesa e da Segurança Pública. O senador Sérgio Moro, que liderou o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, afirmou que a morte do pernambucano é uma "perda para a vida pública".

"Tive a oportunidade de conhecê-lo na transição de governo de 2018, quando ele, com competência, ocupava o cargo de ministro da segurança pública", escreveu.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade da qual Jungmann era diretor-presidente, o velório será restrito a familiares e amigos próximos, em respeito a seu desejo. A data e o local da cerimônia não foram informados.

Estadão
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