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Política

Vamos esperar Kassab dar 'fumacinha branca' para definir candidato do PSD, diz Caiado

28 jan 2026 - 17h04
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Os três pré-candidatos à Presidência pelo PSD - Eduardo Leite, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado - sinalizaram nesta quarta-feira, 28, que a escolha do nome que vai representar o partido nas urnas em outubro não será feita a partir de uma eleição interna ou de pesquisas eleitorais. A escolha passará sobretudo pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que também é atual secretário de Governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Vamos esperar Kassab dar fumacinha branca para definir candidato do PSD", disse o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que anunciou sua filiação ao PSD na última terça-feira, 27, pegando de surpresa até mesmo aliados próximos. Até então, o governador era pré-candidato à Presidência pelo União Brasil.

Leite, governador do Rio Grande do Sul em segundo mandato, confirmou que não haverá prévias partidárias, como as que ele disputou em sua antiga legenda, o PSDB, nem mesmo pesquisas internas para balizar a decisão.

"Não vai ser observada pesquisa eleitoral para definir qual será o critério adotado pelo partido para a escolha do candidato. Eu acho que o que conta é o diálogo dentro do partido", defendeu Leite. "O partido tem várias lideranças muito experimentadas na política que vão ajudar a conduzir esse processo (de escolha). O presidente Kassab lidera essas discussões internamente e não há nenhum critério objetivamente definido. Vai ser pela capacidade de entendimento político daquilo que possa ser mais exitoso."

Em entrevista, após participar de um painel de evento do Banco UBS Global em São Paulo, Leite afirmou que Kassab vai liderar um conselho com integrantes da executiva do partido para analisar qual projeto tem mais condições de prosperar. O indicado terá o apoio dos demais para concorrer.

Sobre as diferenças regionais do PSD, que tem convivendo ao mesmo tempo alas lulistas e bolsonaristas, os três pré-candidatos afirmaram que Kassab deu total liberdade para o escolhido costurar suas próprias composições nos Estados, mesmo em cenários nos quais o partido estará aliado a outro campo.

"Por exemplo: se, na Bahia, o PSD for com o PT, nós iremos para o palanque do ACM Neto (União). No Ceará, se o PSD for para outro caminho, nós iremos para o nosso candidato. (Kassab nos deu) total liberdade de ação, sem dificuldade nenhuma", afirmou Caiado.

O governador goiano disse que não houve cizânia na centro-direita e que o grupo estará unido no segundo turno das eleições presidenciais. Caiado contou que esteve com o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência, há cerca de uma semana e que o próprio senador defendeu um número maior de pré-candidatos no primeiro.

"Candidatura única no primeiro turno é o que o Lula quer", afirmou Caiado. "Todos se mostraram simpáticos a essa estratégia. O coordenador da campanha dele (Flávio Bolsonaro), (senador) Rogério Marinho (PL-RN), participou por vídeo (da reunião) e também reforçou esse entendimento. Então, não há nenhuma cizânia, nenhum desentendimento em relação a essa postura da centro-direita. Não existe um contra o outro. No segundo turno, todos nós estaremos com aquele que atravessar o primeiro turno. Isso é óbvio, não há desencontro."

Caiado também afirmou não ter ainda um segundo plano definido, caso não seja o escolhido de Kassab para o pleito. "Se eu quisesse pleitear o Senado, eu não estaria nessa luta aqui. Eu sou pré-candidato à Presidência. Vamos deixar o processo acontecer", disse, durante coletiva após o evento.

Estadão
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