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Política

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TSE tem maioria para manter suspensão da campanha de Deltan Dallagnol ao Senado

Ex-deputado federal cassado concorre ao Senado Federal pelo Paraná; Procurado pelo Estadão, Dallagnol ainda não se manifestou

21 set 2026 - 18h02
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Resumo
O TSE formou maioria de 4 a 0 para manter a suspensão dos atos de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A medida liminar proíbe o candidato de fazer propaganda, usar verbas públicas e ir a debates, embora o registro da candidatura ainda vá a julgamento. A decisão contraria entendimento recente do TRE-PR e reforça a determinação de 2023 da corte superior, que havia cassado o mandato do ex-procurador por considerar fraudulento seu pedido de exoneração para burlar a Ficha Limpa.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem maioria, em julgamento virtual realizado nesta segunda-feira ,21, pela manutenção da suspensão da campanha de Deltan Dallagnol (Novo-PR), que concorre ao Senado Federal. O placar está em 4x0 para referendar a decisão. Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram a favor. Três ministros, incluindo o presidente, Kassio Nunes Marques ainda votarão. Dallagnol foi procurado pelo Estadão, mas não respondeu.

O julgamento desta tarde tem origem na decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, posteriormente encaminhada à Corte do TSE. No último sábado, 19, ele determinou a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. Com a decisão, o candidato foi proibido de veicular propaganda eleitoral gratuita, participar de debates, praticar atos de campanha e usar ou receber recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

A determinação, entretanto, não interrompe a candidatura de Dallagnol, apenas atos relacionados à campanha. O registro de candidatura ainda será julgado pelo TSE.

A decisão do TSE responde a um julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que liberou o registro de candidatura de Dallagnol no início de setembro. Ela, por sua vez, vai de encontro a uma determinação do TSE de 2023.

Em 2023, Dallagnol, então deputado federal, perdeu seu mandato depois que a Justiça Eleitoral cassou seu registro de candidatura. O caso ocorreu após o TSE reconhecer que houve fraude à lei no seu pedido de exoneração do cargo de procurador da República, em novembro de 2021. Na época, o ex-deputado era investigado por procedimentos disciplinares internos no Ministério Público Federal.

Eleito deputado federal, Deltan Dallagnol teve candidatura cassada pelo TSE em 2023.
Eleito deputado federal, Deltan Dallagnol teve candidatura cassada pelo TSE em 2023.
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

Na primeira decisão, o TSE entendeu que o pedido de exoneração de Dallagnol seria uma forma dele não se enquadrar nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Portanto, determinou a cassação do mandato de deputado federal.

No julgamento mais recente, o TRE-PR considerou que a inelegibilidade não valeria mais, uma vez que procedimentos disciplinares contra Dallagnol não se transformaram em processos administrativos disciplinares formais. Dessa forma, uma candidatura seria possível.

Na determinação da suspensão da candidatura, o ministro Floriano de Azevedo Marques alegou que não existem novas circunstâncias para o julgamento de Dallagnol, uma vez que os fatos presentes na argumentação do TRE-PR já eram considerados no julgamento de 2023.

Estadão
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