‘Tropa de Elite’, palavrões de Bolsonaro e incitação à violência marcam ato em Copacabana
Em protesto, milhares de apoiadores do ex-presidente ocuparam as ruas da praia carioca
Bolsonaristas ocuparam Copacabana no 7 de Setembro com discursos inflamados, apoio ao ex-presidente, críticas ao STF e incitação à violência, mas sem registros de conflitos.
A manifestação bolsonarista em Copacabana, na manhã deste domingo, 7, dia da Independência do Brasil, foi marcada por um comportamento efusivo dos manifestantes e políticos. Com muitas palavras de ordem, o porta-voz do evento puxava cânticos como “Anistia Já”, “Volta Bolsonaro” e gritos contra a imprensa.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Eufórica, a multidão, vestida majoritariamente com camisas da Seleção Brasileira, acompanhava os discursos feitos a partir do carro de som. “Não fraqueja. Deus vai te usar aí, Eduardo Bolsonaro”, afirmou um dos organizadores diante do microfone.
'Atirar pra matar'
Um dos momentos de maior celebração entre os apoiadores aconteceu quando um áudio com compilações de falas do ex-presidente ecoou nos megafones. Com muitos palavrões e incitação à violência, os manifestantes reagiram entusiasmados.
“Racista é o caralh** (…) Tá com um fuzil na mão, tem que atirar para matar, vai atirar para fazer carinho?”, dizia parte do áudio, que era acompanhado pela música ‘Tropa de Elite’. Apesar do discurso de ódio, ao longo da manhã e início da tarde, não houve ocorrências de confusão ou brigas.
Discursos
O ato aconteceu em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da trama golpista, no qual Bolsonaro é um dos oito réus. A provável condenação deverá ser proferida nesta semana, quando o julgamento será concluído.
No trio elétrico, políticos realizaram discursos abordando a reivindicação de anistia, criticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Entre os presentes estavam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.
“O que o Alexandre de Moraes está fazendo com o meu pai hoje é uma segunda facada, na alma”, disse Flávio. “Bolsonaro vai voltar a ser o Presidente da República em 2026”, afirmou ele, apesar da inelegibilidade de Jair.
A multidão dispersou por volta de 13h, com o fim do evento. Usando de ironia, um dos organizadores desejou um ‘domingo magnitski a todos’, em referência à sanção imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, via Lei Magnitsky, ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

