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Política

Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro, mas adia encontro entre os dois para o dia 29

Governador de São Paulo pretendia se encontrar com ex-presidente nesta terça-feira em Brasília

15 set 2025 - 14h26
(atualizado às 21h26)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília na terça-feira, 16. Condenado a 27 anos de prisão, Bolsonaro está em prisão domiciliar por ter descumprido medidas cautelares. No início da noite, Moraes autorizou a visita do governador, mas ao contrário do pedido, determinou que o encontro ocorra no dia 29 de setembro.

Após a decisão de Moraes, em outra petição, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir que o encontro se dê nesta terça-feira, 16, em substituição ao senador Carlos Portinho, cuja visita aconteceria na data. A defesa de Bolsonaro diz que Portinho, em viagem ao exterior, não poderia comparecer. Com isso, solicitou a remarcação da visita de Bolsonaro.

"Esclarece-se que referida substituição de data visa atender à agenda do Governador do Estado de São Paulo que estará na cidade de Brasília amanhã, otimizando, assim, o tempo daquela Autoridade Pública e não havendo qualquer prejuízo ou violação às determinações de Vossa Excelência, tendo em vista o cancelamento da visita anteriormente designada", defendeu a defesa de Bolsonaro. Moraes ainda não se manifestou sobre o novo pedido.

Horas antes, o ministro autorizou uma série de outras autoridades a visitar Bolsonaro entre os dias 19 e 26 de setembro. A lista inclui o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rodrigo Valadares (União-SE). Todos haviam feito a solicitação de visita antes de Tarcísio.

A previsão era que Tarcísio viajasse a capital federal nesta segunda-feira, 15, para continuar as articulações pela aprovação da anistia a Bolsonaro pelo Congresso Nacional, mas ele adiou a viagem.

É a primeira vez que o governador paulista se encontra com o padrinho político desde que Bolsonaro foi condenado pelo STF na quinta-feira, 11. A última reunião entre os dois foi no início de agosto, dias após o ex-presidente começar a cumprir a prisão domiciliar.

Tarcísio é cotado para se candidatar a presidente da República no ano que vem. Como mostrou o Estadão, com a condenação de Bolsonaro, o Centrão aumentou a pressão para que o ex-presidente aponte o governador como seu herdeiro político ainda neste ano. Em contrapartida, os partidos que compõem o bloco trabalhariam para aprovar a anistia a Bolsonaro.

Depois de passar a semana retrasada em Brasília articulando a aprovação do projeto, Tarcísio optou pela discrição durante a reta final do julgamento de Bolsonaro.

A previsão é que Tarcísio retorne a São Paulo ainda na terça-feira, se a visita for autorizada, em vez de passar a semana na capital federal. A avaliação de aliados do governador é que ele trabalhava para que a anistia fosse pautada e agora esse objetivo está bem encaminhado.

O governador fez uma série de gestos nas últimas semanas para se vacinar de críticas que vinha sofrendo no bolsonarismo. Ele disse que o primeiro ato como presidente da República será conceder indulto a Bolsonaro, criticou abertamente o STF e Moraes durante manifestação na Avenida Paulista e mergulhou de vez na tentativa de aprovar a anistia.

Estadão
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