Tarcísio diz que primeiro ato como presidente seria indultar Bolsonaro
Governador de São Paulo nega candidatura em 2026, mas já teria consultado equipes para analisar cenário
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que, caso chegue à Presidência da República, seu primeiro ato será conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira, 29.
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"Na hora. Primeiro ato seria esse. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado", disse Tarcísio ao ser questionado sobre a possibilidade.
Apesar da fala, o governador voltou a negar que planeje disputar o Palácio do Planalto em 2026. "Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo próprio tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís. [...] Tenho pretensão nenhuma de sair daqui [do cargo de governador]", declarou.
Esta é a primeira vez que Tarcísio cita o indulto como ação direta em um possível governo federal. Em julho, ele já havia defendido que qualquer candidato de centro-direita deveria adotar a medida caso Bolsonaro fosse condenado no processo sobre a trama golpista.
Nos bastidores, no entanto, há sinais de movimentação. Segundo informações do Estadão, interlocutores do governador procuraram marqueteiros como Chico Mendez e Paulo Vasconcelos para conversar, ainda que de forma preliminar, sobre o cenário eleitoral. Fontes do Palácio dos Bandeirantes indicam também que Tarcísio mantém diálogo com a equipe de Pablo Nobel, responsável por sua campanha vitoriosa em 2022.
Outros nomes da direita, como os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, já anunciaram publicamente que, se eleitos, também pretendem conceder indulto a Bolsonaro.