PUBLICIDADE

Simone Tebet critica Bolsonaro e "aventureiros" das eleições

A senadora, que lançou sua pré-candidatura à Presidência da República, pelo MDB, nesta quarta (8), também defendeu responsabilidade fiscal

8 dez 2021 12h57
| atualizado às 14h30
ver comentários
Publicidade
Simone Tebet como pré candidata para Presidência em 2022
Simone Tebet como pré candidata para Presidência em 2022
Foto: Antonio Molina/FotoArena

Ao ser lançada como pré-candidata do MDB à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MS) mirou suas críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ao que chamou de "aventureiros" nas eleições, movimento visto como contraponto ao ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Com o lançamento de Simone Tebet, o partido entra na disputa pelo espaço da terceira via em 2022, mas ainda condicionado à viabilidade eleitoral da senadora ao longo da pré-campanha.

"O governo que aí está cria crises artificiais, mas é mais grave do que isso, promove a discurso do ódio, a polarização. Numa única palavra, quer aniquilar as minorias", disse a senadora.

Simone Tebet defendeu uma discussão sobre um projeto nacional e regional de desenvolvimento do País, com uma renda básica permanente, porta de saída para geração de empregos, educação de qualidade e inclusão digital para todos os brasileiros.

A pré-candidatura de Simone Tebet foi apresentada no ato como "uma nova esperança pelo Brasil". Emedebistas fizeram críticas à antipolítica e à criminalização dos políticos, em um recado a Sérgio Moro, que vem disputando o espaço da terceira via e conquistado ex-apoiadores de Jair Bolsonaro.

"O Brasil não pode estar mais à mercê de aventureiros, de outsiders, é preciso experiência administrativa e de gestão", afirmou a senadora. "Não só estou pronta, mas temos condições de sermos juntos o próximo ou a próxima presidente da República."

Crítica da política econômica do governo Bolsonaro, Simone Tebet defendeu um compromisso com as âncoras fiscais do País. "Sem responsabilidade fiscal, nós já sabemos esse caminho nefasto, nós não garantimos o que é necessário para esse caminho ser feito", afirmou Tebet ao defender uma renda básica com porta de saída e "igualdade de oportunidades".

Estadão
Publicidade
Publicidade