"Se o meu partido não for para o segundo turno, eu tenho um lado nesta eleição, que é de centro-direita", diz Sebastião Melo
O prefeito também comentou os alertas climáticos relacionados à possibilidade de um novo El Niño e afirmou que ainda não é possível prever se o Estado enfrentará outra enchente nos próximos meses
O prefeito de Sebastião Melo comentou, em entrevista ao programa Raio X desta quinta-feira (21), diferentes temas ligados à gestão pública, eleições estaduais, enchentes e limpeza urbana na Capital. Durante a conversa, Melo afirmou que o Brasil possui "leis inúteis que não saem da gaveta" ao abordar a integração do transporte público entre diferentes regiões do Estado e destacou a necessidade de maior atenção do futuro governo estadual às cidades do interior e da Fronteira Oeste.
Ao falar sobre o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul, o prefeito reforçou apoio ao vice-governador Gabriel Souza, pré-candidato do MDB ao Palácio Piratini, mas afirmou que, caso seu partido não esteja no segundo turno, seu posicionamento será ao lado da "centro-direita". Melo também disse que pensa no futuro político e administrativo da Capital ao avaliar o cenário das eleições de 2026. "O meu partido, hoje, é Porto Alegre", declarou.
O prefeito também comentou os alertas climáticos relacionados à possibilidade de um novo El Niño e afirmou que ainda não é possível prever se o Estado enfrentará outra enchente nos próximos meses. Segundo Melo, nenhum meteorologista consegue afirmar neste momento se haverá uma nova tragédia climática, embora exista preocupação diante dos avisos de organismos internacionais. Ele ainda destacou as obras e medidas adotadas pela prefeitura desde as enchentes de 2024 para ampliar a capacidade de resposta da cidade.
Na área urbana, Melo afirmou que a prefeitura vai intensificar a fiscalização contra o descarte irregular de lixo em Porto Alegre. De acordo com ele, dez veículos já foram apreendidos nos últimos 20 dias por despejo clandestino de resíduos em vias públicas. O prefeito ressaltou que as multas podem chegar a R$ 16 mil e comparou a função de gestor municipal à de um árbitro de futebol. "Prefeito é que nem juiz: ele é bom quando não é citado", disse ao defender melhorias em serviços básicos e infraestrutura da cidade.
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