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Ramos e chefe da Abin são intimados para depor sobre live

Em julho, presidente Bolsonaro fez transmissão ao vivo com declarações infundadas sobre supostas fraudes no sistema eletrônico de votação

25 ago 2021 14h02
| atualizado às 14h20
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General Luiz Eduardo Ramos com Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
General Luiz Eduardo Ramos com Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (04/07/2019) / Estadão Conteúdo

A Polícia Federal intimou o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência, o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, e o secretario Especial de Modernização do Estado (Seme), coronel Eduardo Gomes da Silva, a prestar depoimento na investigação que mira o presidente da República, Jair Bolsonaro, em razão das alegações sobre fraudes nas urnas eletrônicas, vinculada ao inquérito das fake news.

O trio deverá prestar informações relacionadas à live promovida por Bolsonaro no dia 30 de julho, ocasião em que o chefe do Executivo propagou desinformação e declarações infundadas sobre supostas fraudes no sistema eletrônico de votação, além de promover ameaças às eleições de 2022.

Os depoimentos de Ramagem e Gomes da Silva já haviam sido listados pelo ministro Alexandre de Moraes como diligências a serem cumpridas pela PF quando a investigação foi aberta, no último dia 4.

Na ocasião, o ministro do Supremo acolheu notícia-crime apresentada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, indicando que as condutas sob suspeita poderiam configurar 11 crimes, entre delitos previstos no Código Penal, no Código Eleitoral e até na Lei de Segurança Nacional.

Outras pessoas que foram citadas na decisão do ministro, para eventual colheita de depoimento pela a PF, são o youtuber Jeterson Lordano, o professor da faculdade de tecnologia de São Paulo Alexandre Ichiro Hashimoto e o engenheiro especialista em segurança de dados Amílcar Brunazo Filho.

Estadão
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