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'Quem rompeu o ciclo democrático foi o PSDB', afirma Haddad

Candidato citou entrevista em que Tasso Jereissati disse ter sido um erro questionar resultado de eleições de 2014

26 set 2018
13h08
atualizado às 13h34
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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, rebateu nesta terça-feira, 25, os ataques sofridos na propaganda do PSDB, que tentou vincular o ex-prefeito de São Paulo ao regime chavista da Venezuela, e disse que foram os tucanos que romperam o ciclo democrático ao não aceitar o resultado da eleição de 2014, quando Dilma Rousseff venceu Aécio Neves.

"Nós governamos 12 anos em um período de normalidade democrática. Quem rompeu a normalidade foram eles, o PSDB. Quem desrespeitou o resultado de 2014 foram eles", disse Haddad, antes de uma caminhada em Campinas (SP).

Haddad e Manuela fazem campanha no Rio de Janeiro
 14/9/2018   REUTERS/Pilar Olivares
Haddad e Manuela fazem campanha no Rio de Janeiro 14/9/2018 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Pilar Olivares / Reuters

Para reforçar o argumento, Haddad citou a entrevista do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati ao jornal O Estado de S. Paulo na qual o tucano disse que "o partido cometeu um conjunto de erros memoráveis". "O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Não é da nossa história e do nosso perfil", disse.

Segundo Haddad, sua campanha vai manter a estratégia de não atacar adversários, embora setores do PT defendam que o candidato inicie ainda no primeiro turno um movimento para desconstruir Jair Bolsonaro (PSL).

Apesar do posicionamento, Bolsonaro foi alvo de ataques indiretos nos discursos. A fala do próprio Haddad foi interpretada como referência a ele. "Ditadura, não. Autoritarismo, não. Violência, não. Intolerância, não. Ódio, não", disse o petista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Estadão
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