PSDB e Cidadania 'racham' federação partidária na reta final das eleições
Os dois partidos vivem um casamento de fachada e estão em trincheiras diferentes em Minas, Rio, Paraná e Distrito Federal
Cinco meses após ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a federação que uniu o PSDB e Cidadania chega à reta final das eleições rachada nos principais Estados e já se prepara para um debate interno sobre a posição do colegiado em um eventual 2° turno na disputa presidencial.
Nas federações partidárias, as siglas que se uniram são obrigadas a operar de forma unitária nos quatro anos seguintes às eleições. Isso vale no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e nas respectivas eleições, sob pena de sofrerem punições.
Em caso de "divórcio", o consórcio pode perder prerrogativas de atuação no Legislativo e até mesmo acesso ao Fundo Eleitoral.
Quando PSDB e Cidadania decidiram se unir, os dois partidos ainda planejavam ter uma candidatura própria enquanto tentavam aparar arestas regionais. Unidos no palanque de Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pelo Palácio do Planalto, os dois partidos vivem um casamento de fachada e estão em trincheiras diferentes em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal.
Ao vivo: Acompanhe as notícias da reta final até o 1º turno
Brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais, distritais e estaduais
'Estadão' reuniu dados de todos os concorrentes para os cargos em disputa; faça sua escolha e prepare a 'cola' recomendada pelo TSE
Agregador calcula cenário mais provável da corrida eleitoral com metodologia própria; gráfico mostra todas as pesquisas divulgadas nos últimos seis meses
Já em Minas Gerais, o Cidadania apoia o governador Romeu Zema (Novo) apesar de o PSDB ter lançado a candidatura de Marcus Pestana. A legenda foi até convidada pelo Novo para compor a chapa do atual governador com o jornalista Eduardo Costa como vice, mas ele desistiu da candidatura.
Presidente do Cidadania, o ex-deputado Roberto Freire admite que houve um "grave equívoco" no Distrito Federal, mas minimiza a divisão nos demais Estados. "Temos divisões em alguns Estados, mas elas são frutos de acertos políticos anteriores à federação. No nível nacional, não há divergências. O casamento vai sobreviver", disse o dirigente.
No momento em que várias lideranças tucanas declaram ou sinalizam apoio a Lula em um eventual 2° turno, Freire se antecipa e afirma que, caso Simone não seja vitoriosa, a federação vai estar na oposição seja quem for o eleito.