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Política

Presidente do PT sobre Moraes limitar delação premiada: 'É um debate que o Brasil precisa fazer'

Edinho Silva falou sobre decisão de Alexandre de Moraes e pedir a inclusão na pauta de votações do STF sobre processo que pede a limitação a acordos de delação premiada

9 abr 2026 - 21h12
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, avaliou nesta quinta-feira, 9, que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar para julgamento a ação apresentada pelo partido em 2021 para questionar os limites na formulação de acordos de delação premiada "não é ruim".

Moraes determinou o envio ao plenário da ação protocolada pela executiva nacional do PT em meio às investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

Edinho Silva, presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, critica delação premiada
Edinho Silva, presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, critica delação premiada
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

"Eu não sei por que o ministro pôs isso na pauta agora. O que eu estou dizendo é que você aprimorar a legislação da delação não é ruim", disse Edinho. "Fazer com que a delação seja um instrumento jurídico eficaz não é ruim. O que eu penso é: se é o momento agora ou não."

Também esteve presente no evento o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Os dois líderes partidários participaram de um jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera Brasil, na capital paulista.

Edinho afirmou que o Brasil vivenciou uma tragédia, lembrando que muitos presentes acompanharam isso de perto, quando empresários foram presos e essas prisões passaram a ser utilizadas como instrumento para obtenção de delações, o que considerou incorreto.

Ele avaliou que a delação é um instrumento jurídico que deve ser utilizado, mas ressaltou que não se pode prender alguém com o objetivo de forçar essa pessoa a delatar.

Para o petista, a delação deve servir para apurar a criminalidade e identificar criminosos, e não ser usada como forma de pressão por meio da prisão.

"Debater isso eu não acho ruim. Se é o momento de tirar esse debate do Supremo e colocar em pauta, certamente o ministro que fez isso deve ter os seus motivos. Agora, isso é um debate que o Brasil precisa fazer", continuou Edinho.

Estadão
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