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PM analisará vídeos para identificar provocadores em ato

Utilização de símbolo pró-nazista pode ter sido estopim para confronto em protesto em São Paulo

31 mai 2020
21h15
atualizado em 1/6/2020 às 07h26
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O secretário-executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, afirmou ao Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a corporação deverá agir nas próximas horas para tentar identificar as pessoas que teriam se infiltrado no grupo de manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro, deflagrando a briga que levou à ação da corporação na tarde do domingo, 31, na Avenida Paulista.

Manifestantes durante protesto a favor e contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista
Manifestantes durante protesto a favor e contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista
Foto: Anderson Lira/FramePhoto / Estadão

Segundo Camilo, informações iniciais que ele recebeu do comando da PM indicam que ao menos duas pessoas teriam ido em frente ao Masp, onde se concentrava os manifestantes, e teriam provocado os participantes do ato. O organizador do movimento Somos Democracia, Danilo Pássaro, de 27 anos, informou que a dupla portava símbolos neonazistas - informação não confirmada oficialmente pela PM.

"A gente vai identificar tudo, inclusive quem realmente provocou, por que provocou, se estavam ou não com bandeiras (neonazistas) e responsabilizar cada um conforme sua atitude na manifestação", afirmou o coronel Camilo. "Os que forem identificados serão chamados à responsabilidade, seja por quebra da ordem, seja por estarem atentando contra a democracia. Essas pessoas serão responsabilizadas, desde que identificadas."

Coronel Camilo disse ainda que serão analisadas imagens gravadas pelos manifestantes, por câmeras de segurança da Avenida Paulista e os vídeos dos protestos divulgados nas redes sociais. Um inquérito será aberto para apurar o que ocorreu na manifestação.

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Estadão
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