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Política

Palanques estaduais e mais dinheiro para campanha movimentam janela partidária: ouça análise

6 abr 2026 - 10h36
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O PL, do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, foi o maior beneficiado pela janela de troca partidária no último mês na Câmara, conforme levantamento parcial do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

A janela marca um período de 30 dias, que durou do dia 5 de março a 3 de abril, em que deputados federais podem trocar de partido sem serem cassados por infidelidade e disputar as próximas eleições. O número final só deve ser conhecido nesta segunda-feira, 6.

Segundo a apuração parcial, o PL aumentou em 12 o número deputados federais na janela, com a entrada de 20 novos parlamentares e a saída de oito. No total, a legenda ficou com 97 parlamentares na Câmara.

O PSD, que lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato a presidente, foi o segundo colocado, com saldo positivo de mais sete deputados federais.

O União Brasil, de onde Caiado saiu, foi o partido que mais perdeu deputados nos últimos 30 dias, com 17 integrantes a menos, resultado líquido da entrada de cinco e da desfiliação de 22 deputados.

O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não filiou nenhum deputado federal na janela partidária e perdeu uma integrante, com a saída da deputada cearense Luiziane Lins para a Rede. O PDT, também da base mais próxima do governo Lula, foi o segundo partido que mais perdeu, com seis deputados federais a menos.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o cientista político Bruno Silva, um dos diretores do Movimento Voto Consciente, avaliou que as mudanças, em grande parte, passam por estratégias que envolvem as disputas estaduais.

Para ele, outro fator para as trocas de partido foi o financeiro. "O PL foi aquele que mais acabou se beneficiando por duas razões. Primeira delas, é o partido que vai acabar abocanhando a maior fatia do chamado Fundo Partidário, que é aquele recurso distribuído normalmente para os partidos em 12 parcelas. E também é o partido que, neste ano, que é um ano de eleição, vai acabar abocanhando a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que é aquele recurso dentro da casa dos 5 bilhões de reais que vai financiar efetivamente as campanhas. Então tem um fator financeiro aí que é de extrema importância, pensando no custo dessas campanhas", afirmou.

Estadão
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