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Nunes Marques veta ACM Neto como alvo de buscas em operação da PF sobre desvios em licitações

Ação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo

17 set 2026 - 11h15
(atualizado às 11h32)
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Resumo
O ministro Nunes Marques vetou mandados de busca contra ACM Neto na 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada pela PF para apurar desvios na Secretaria de Educação de Belo Horizonte. A ação investiga fraudes em serviços e materiais didáticos envolvendo mais de R$ 80 milhões em contratos. Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados contra outros investigados, incluindo o empresário Marcos Moura e o ex-secretário Bruno Barral. ACM Neto ainda não se manifestou.
ACM Neto é candidato ao governo da Bahia
ACM Neto é candidato ao governo da Bahia
Foto: Divulgação/União Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 17, uma nova fase da Operação Overclean para apurar suspeitas de desvios em contratos da Educação da Prefeitura de Belo Horizonte. Os investigadores solicitaram buscas contra o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, mas a ação foi vetada pelo ministro Nunes Marques. O candidato ainda não se manifestou.

A operação foi solicitada pela PF em janeiro, mas o ministro só proferiu autorização nas últimas semanas. São alvos Bruno Barral, o empresário Marcos Moura e outros suspeitos. O Estadão busca contato com os citados.

A 10ª fase da Operação Overclean apura possível atuação de organização criminosa em contratações realizadas no âmbito da secretaria municipal de Educação de Belo Horizonte, entre os anos de 2024 e 2025. "Apuram-se indícios de direcionamento de procedimentos para o fornecimento de serviços e de materiais didáticos", informou a Polícia Federal.

A ação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo.

Entre os procedimentos analisados, ao menos três resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são objeto da investigação.

Estadão
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