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Novos protestos não são rejeição a pacto de Dilma, diz Mercadante

26 jun 2013
12h44
atualizado às 12h48
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A algumas horas de novos protestos marcados para esta quarta-feira, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, negou que as novas manifestações sejam uma resposta negativa às primeiras respostas do governo. Em Brasília, por exemplo, mais de 40 mil pessoas são esperadas na Esplanada dos Ministérios.

"Acho que o povo na rua tem de ver ouvido, temos de dialogar", disse o ministro, que vem atuando como porta-voz das ações de respostas do Planalto aos protestos. "Manifestação faz parte do processo. Tem o lado da juventude se sentir agente político."

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), no entanto, criticou o governo. Para ele, a presidente Dilma Rousseff não expôs medidas concretas a diferentes categorias. "Eu acho que as manifestações são uma insatisfação generalizada do jeito de governar", resumiu.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Protestos criticam a Copa e pedem melhores condições de vida

 

Terra
 

 

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Fonte: Terra
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