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‘Ninguém afronta Deus e sobrevive', diz Feliciano sobre morte de John Lennon

Pastor disse que gostaria de estar presente no dia da morte do músico e dizer que os tiros foram dados 'em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo'

8 abr 2013
09h06
atualizado às 10h09
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Um novo vídeo de um culto evangélico presidido pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) começou a ganhar espaço nas redes sociais desde a noite deste domingo. Publicado ontem, o vídeo mostra Feliciano comentando sobre a morte do ex-Beatle John Lennon,  um dos maiores nomes da cultura pop de todos os tempos. Segundo a versão de Feliciano, Lennon teria sido morto a tiros após ter afrontado Deus em algumas de suas declarações.

“John Lennon um dia chegou diante das câmeras, bateu no peito e disse: ‘Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo’ - Jesus não pop star como ele, mas sim o mestre de uma grande religião”, disse Feliciano. Em seguida, ele citou outra declaração que o músico teria dado, que teria sido o estopim para a “vingança divina” sobre Lennon. “John Lennon estava olhando para as câmeras e disse: 'Nós Beatles somos uma nova religião’. A minha bíblia diz que Deus não recebe esse tipo de afronta e fica impune”, completou.

Seguindo a sua linha de raciocínio, Feliciano relacionou o atentado cometido por um fã do ex-Beatle a uma providência divina, que culminou na morte de John Lennon. “Passou algum tempo depois desta declaração, está ele (Lennon) entrando em seu apartamento, quando ele abre a porta e escuta alguém chama-lo pelo nome, ele vira e é alvejado com três tiros no peito. Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo", falou o pastor, enquanto os fiéis ovacionavam a pregação de Feliciano.

Em um último trecho do vídeo, completamente exaltado, Feliciano diz que “ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar”. Pela gravação, não é possível identifica a data do culto.

John Lennon foi morto ao ser atingido por quatro tiros na noite do dia 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova York, no edifício Dakota, em frente ao Central Park. O músico foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota.  Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, disparou cinco tiros com revólver calibre 38, dos quais quatro acertaram em John Lennon.

Repercussão
Por volta das 9h desta segunda-feira, o vídeo tinha mais de 60 mil visualizações e mais de mil comentários.  Muitos deles de fãs dos Beatles e de John Lennon, que criticaram a atitude do pastor.  “Esse cara é ridículo! Alegrando-se com a morte de uma pessoa”, disse o internauta Cristiano Santana.  Opinião compartilhada por Felipe Fernandes, que postou após ver o vídeo: “Mais um fanático religioso, incitando guerra, ódio e destruição entre as pessoas. Religião, religião, religião”.

Defensores de Feliciano, como a internauta Andréa Simphoroza, também se manifestaram, concordando com a teoria do pastor. “Em nenhum momento ele disse que Deus matou esse cara. Mais (Sic) ele tem toda razão. Ninguém zomba de Deus e fica impune”, disse.

As imagens geraram mais uma discussão nas redes sociais entre simpatizantes e opositores ao pastor Marco Feliciano. Desde que foi eleito para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH), o parlamentar tem sido alvo de diversos protestos que o acusam de racista e homofóbico. Apesar da pressão popular e política, Feliciano garante que não vai deixar o cargo.

Fonte: Terra
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