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Luiz Lima: "Não podemos permitir Coaf fora da Justiça"

Deputado federal do PSL, um dos vice-líderes da legenda na Câmara, afirmou que o compromisso da sigla com Moro "está de pé"

10 mai 2019
11h49
atualizado às 12h08
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O deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ), um dos vice-líderes da legenda na Câmara, disse nesta sexta-feira, 10, que o partido dele vai "abraçar de vez" a bandeira da manutenção do Conselho de Controle de Atividades Fiscais (Coaf) nas mãos do ministro da Justiça, Sergio Moro.

"Nosso compromisso com Moro está de pé", disse o parlamentar, após painel do movimento RenovaBR, do qual ele faz parte. "A gente não pode permitir de forma nenhuma que o Coaf saia do Ministério da Justiça. Estamos juntos para não compactuar com a politicagem."

O deputado federal Luiz Lima
O deputado federal Luiz Lima
Foto: Câmara dos Deputados / Reprodução

Lima criticou, ainda, as manobras de deputados do Centrão para tirar o Coaf da Justiça. "Nos foi colocado na mesa pelo Centrão duas opções: ou Coaf com Moro ou reforma da Previdência. Uma chantagem", disse. "Dá para ter os dois", afirmou.

Derrota

Moro sofreu nesta quinta-feira, 9, nova derrota no Congresso. Em um primeiro movimento, a comissão mista do Congresso que analisa a medida provisória da reforma administrativa tirou o Coaf da pasta da Justiça e o devolveu para o Ministério da Economia.

Moro sofreu nesta quinta-feira, 9, nova derrota no Congresso
Moro sofreu nesta quinta-feira, 9, nova derrota no Congresso
Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Embora o discurso do Palácio do Planalto tenha sido o de que a manutenção do Coaf na Justiça era prioritária para o combate à corrupção, na prática o governo não se empenhou para que o colegiado ficasse sob o guarda-chuva de Moro, ex-juiz da Lava Jato. Sem votos no Congresso, o Planalto preferiu fazer acordo com o Centrão - bloco que reúne aproximadamente 250 dos 513 deputados - e também com a oposição, na tentativa de salvar o novo desenho da Esplanada dos Ministérios, previsto na MP 870, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro em janeiro.

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Estadão
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