"Não aceitei as desculpas do Mauro Pinheiro", afirma Juliana de Souza após confusão na Câmara
Apesar das críticas ao ambiente político, Juliana elogiou a condução do presidente da Câmara, Moisés Barboza, afirmando que ele construiu uma "pacificação" no Legislativo municipal
A vereadora de Porto Alegre Juliana de Souza voltou a comentar, nesta sexta-feira (22), o episódio envolvendo o vereador Mauro Pinheiro durante sessão da Câmara Municipal na última semana. Juliana afirmou que não aceitou o pedido de desculpas feito por Mauro Pinheiro nesta quarta-feira (20) em plenário. Na avaliação da parlamentar, a retratação foi uma tentativa de amenizar a repercussão do caso e não um pedido sincero direcionado a ela. A vereadora voltou a afirmar que considera o episódio um caso de violência política de gênero e disse acreditar que o vereador "não faria aquilo se fosse com um homem". "Ele me agrediu de uma forma que eu travei", afirmou durante a entrevista.
Ao comentar os desdobramentos políticos do caso, Juliana declarou que as vereadoras da base do governo municipal não manifestaram apoio diretamente a ela após o episódio, embora tenha dito que soube de manifestações internas entre parlamentares. A vereadora afirmou ainda que a violência contra a mulher "não começa no feminicídio" e defendeu que atitudes cotidianas ajudam a criar uma cultura de violência política dentro dos espaços institucionais. "A política não é espaço para violência", afirmou.
Em entrevista ao programa Raio X, a parlamentar afirmou também que, no momento da confusão, sua principal preocupação foi proteger a colega Mariana Lescano, que está grávida. Segundo Juliana, o tumulto começou durante gritos e empurra-empurra no plenário, quando ela agiu por instinto para resguardar a vereadora. "Na hora que começou o empurra-empurra, ela gritando 'Lula ladrão', meu instinto foi de proteger a barriga dela, de proteger outra mulher", declarou.
Apesar das críticas ao ambiente político, Juliana elogiou a condução do presidente da Câmara, Moisés Barboza, afirmando que ele construiu uma "pacificação" no Legislativo municipal. Durante a entrevista, a parlamentar também comentou o cenário político nacional, defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o petista "recolocou o Brasil no mundo". Juliana ainda avaliou que as eleições deste ano devem ser difíceis e classificou o caso envolvendo o Banco Master como "o típico vai Brasil".
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.