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Política

Múcio defende PEC que dá 2% da receita corrente líquida à Defesa: 'Mundo terrivelmente preocupante'

Ministro também tratou da discussão sobre o veto à volta à ativa de militares que disputam cargos políticos

5 mai 2025 - 18h42
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O ministro da Defesa, José Múcio, abordou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previsibilidade durante almoço empresarial do Grupo Lide nesta segunda-feira, 5, e afirmou que o ministério irá propor o investimento de 2% da receita corrente líquida nacional, com crescimento de 0,1% ao ano, para não comprometer os recursos destinados às outras áreas.

"Nossa grande luta é aprovar a PEC da Previsibilidade. O Brasil precisa ter um percentual fixo para investir em defesa, educação e saúde, independentemente de vontades políticas ou projetos partidários", disse o ministro.

José Mucio, ministro da Defesa, defendeu a PEC da Previsibilidade, que define orçamento fixo para as Forças Armadas
José Mucio, ministro da Defesa, defendeu a PEC da Previsibilidade, que define orçamento fixo para as Forças Armadas
Foto: Wilton Júnior/Estadão / Estadão

"A PEC da Previsibilidade não vai propor algo como a OTAN, que investe 12% do PIB. Porque isso seria inviável: 12% do PIB brasileiro seria mais do que investimos em saúde e educação juntos."

De acordo com Mucio, a necessidade da proposta se dá na necessidade de garantir o investimento para os equipamentos de defesa nacional.

"Nós vivemos num mundo terrivelmente preocupante. O mundo inteiro está se armando. Países que, por muito tempo, acreditavam que não deveriam investir em armamentos por preceitos constitucionais, mudaram de posição", afirmou.

O evento conta com a presença do comandante da Marinha, almirante Marcos Olsen; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Richard Fernandez Nunes e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno.

No evento, Múcio também falou da proposta de barrar a volta aos quartéis de militares que saíssem pra se candidatar e ocupar cargos públicos.

"Quando o militar vai ser candidato, nós torcemos para que se eleja. Mas, quando ele volta para os quartéis, traz consigo todo o proselitismo político", disse.

Segundo o ministro, a iniciativa não é novidade no Brasil. No Judiciário, juízes e promotores não retornam porque se elegem com prerrogativas e outras ferramentas do Estado.

Sobre os militares que voltam do mundo político, Múcio diz que alguns retornam com protegidos - companheiros que ajudaram na campanha, que colocaram adesivo - o que provoca nódoas na disciplina e na hierarquia no momento que um comandante dá ordem de transferência ou punição. Dessa forma começam a surgir subgrupos dentro dos quartéis, algo não permitido em vários países do mundo.

"O que mais dificulta é que as polícias militares dos Estados perceberam que isso poderia atingi-las. Há vários deputados que vieram das polícias, como delegados e oficiais na Câmara dos Deputados contrários à proposta", disse o ministro.

"Estamos tentando avançar. Amanhã, inclusive, temos uma reunião com o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Congresso, para ver se conseguimos superar essa dificuldade", explicou.

Estadão
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