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Política

MPF investiga prefeito de Cuiabá por fraude de R$ 700 mi em mineradora

6 jan 2014 - 08h31
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O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) investiga o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), por uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões. O esquema envolveria uma mineradora do prefeito, a Minérios Salomão, além do sócio dele, Valdinei Mauro de Souza, e do juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Luis Aparecido Ferreira Torres, que foi afastado do cargo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A investigação do caso foi solicitada pelo TRT ao MPF após uma apuração inicial de que o juiz Torres teria desviado R$ 185 mil do processo de venda de uma mineradora que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Segundo o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici, o prefeito e o sócio se beneficiaram de uma "fraude processual". A venda foi anulada pelo TRT.

O juiz afastado envolvido no esquema autorizou, em 2011, a transferência das cotas da mineradora para uma empresa cuja dona era a filha do sócio do prefeito, Jéssica Cristina de Souza. Após seis meses, Jéssica transferiu 98% das cotas para outra empresa do ramo, a Maney Mineradora Casa de Pedra, propriedade do pai dela e de Mendes.

Houve várias irregularidades nesse processo - entre elas, a transferência das cotas da mineradora a Jéssica pelo valor de R$ 1,8 milhão. O juiz Torres, segundo Brescovici, "desconsiderou o potencial econômico das reservas auríferas e recursos naturais da área de propriedade da empresa que, de acordo com o laudo técnico de f. 610/620, foi fixado em R$ 723,7 milhões". Posteriormente, o capital social da companhia foi elevado a R$ 703,5 milhões.

Prefeitura diz que transferência foi 'totalmente legal'

A prefeitura de Cuiabá afirmou que o prefeito Mendes "não é parte no processo trabalhista e jamais foi chamado aos autos", e que ele não é investigado pelo MPF - o que contraria a palavra da Promotoria. Segundo o secretário de comunicação da prefeitura, Kléber Lima, a transferência das cotas para o prefeito em janeiro de 2012 foi "uma transação totalmente legal".

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Fonte: Terra
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