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Milícias digitais são versão do autoritarismo, diz Barroso

"E com muita frequência, muitas vezes mesmo nas democracias, há um esforço de desacreditar o processo eleitoral", lamentou o ministro

23 nov 2020
16h16
atualizado às 16h20
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira que as milícias digitais são uma versão contemporânea do autoritarismo e que querem destruir instituições.

Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão do STF 
07/03/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão do STF 07/03/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"E com muita frequência, muitas vezes mesmo nas democracias, há um esforço de desacreditar o processo eleitoral quando não favoreça essa crença, é o que hoje se observa segundo alguns atores nos Estados Unidos com a recusa de aceitação do resultado que já parece definido", disse ele, numa referência ao presidente dos EUA, Donald Trump, que ainda contesta a vitória do democrata Joe Biden.

Sem citar o presidente Jair Bolsonaro e simpatizantes do governo, Barroso disse que há quem use as redes sociais para criticar a imprensa e instituições.

"O conservadorismo radical, que não se confunde com o conservadorismo --que é uma opção política perfeitamente legítima--, eu me refiro ao conservadorismo radical que se manifesta pela intolerância, pela agressividade, procurando negar e retirar direitos de quem pensa diferente, além de contrariarem os consensos científicos em matérias diversas desde o aquecimento global até a vacinação", afirmou.

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