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Política

MG: PT tenta derrubar prefeito que se desfiliou para apoiar PSDB

24 jul 2012 - 17h21
(atualizado às 19h47)
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O diretório municipal do PT em Congonhas (MG), a 75 km da capital, entrou com processo na Justiça Eleitoral pedindo a perda do cargo do atual prefeito, Anderson Cabido, por desfiliação partidária sem justa causa. O chefe do executivo municipal, exercendo o segundo mandato, se desfiliou da legenda depois que Wanessa Manso foi a indicada para a disputa eleitoral de 2012, e declarou apoio ao atual vice-prefeito e rival dos petistas, José Cordeiro de Freitas (PSDB).

Anderson Cabido, hoje sem legenda, teria deixado o partido porque sua indicação de candidata não foi aceita
Anderson Cabido, hoje sem legenda, teria deixado o partido porque sua indicação de candidata não foi aceita
Foto: Divulgação

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No processo, o PT alega que Cabido, quando se candidatou pela primeira vez, era "mero desconhecido na seara política da cidade de Congonhas, mas com o prestígio do PT e apoio incondicional dos seus filiados foi eleito por dois mandatos consecutivos", segundo as palavras do juiz Maurício Soares, que deu cinco dias a partir da citação para que o prefeito se defenda. Segundo a assessoria de Cabido, que está sem legenda, ele ainda não foi citado.

O atrito entre partido e prefeito teria começado no início do ano, quando Cabido indicou a secretária municipal de educação, Rosane Moreira, para ser a pré-candidata petista em 2012. A legenda, no entanto, abriu inscrições para todos os filiados, o que resultou em quatro pleiteantes, dois turnos de votação, e na escolha de Wanessa.

Depois disso, segundo o PT, o prefeito teria passado a trabalhar para a campanha do rival tucano, apoio que teria sido publicamente declarado em dois programas de rádio. Na ocasião, Cabido também teria anunciado a desfiliação do PT, apresentada ao partido em 20 de junho.

O diretório diz que recebeu a solicitação do prefeito com "muita surpresa e decepção", e acusa o ex-filiado de ter "coagido" os outros 36 militantes que na mesma data pediram para sair do PT, já que "a maioria trata-se de ocupante de cargo comissionado dentro do governo municipal". A legenda também afirma que o chefe do executivo teria "passando a discriminar os servidores municipais filiados ao partido, chegando ao ponto de exonerá-los sem qualquer motivo".

Fonte: Terra
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