Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família feito por Lula

Com o aumento linear dos benefícios do Bolsa Família estipulado pelo governo do petista, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, e a média dos benefícios, de R$ 691 para R$ 777

18 set 2026 - 14h33
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O ministro André Mendonça, do TSE, foi sorteado relator de ação movida por Renan Santos contra o reajuste do Bolsa Família concedido pelo governo Lula. A petição acusa a gestão petista de conduta eleitoreira, alegando que o aumento viola a Lei Eleitoral ao conceder benefícios e fazer autopromoção em ano de pleito. O processo pede a suspensão do decreto até a posse dos eleitos, a aplicação de multa e a eventual cassação do registro, diploma ou mandato de Lula em caso de reeleição.

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator da ação movida pelo candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, contra o reajuste do Bolsa Família feito pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quinta-feira, 17, o magistrado rejeitou uma ação de mesmo teor do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), por entender que o parlamentar não tinha legitimidade para questionar uma medida promovida por um presidenciável.

Na representação ao TSE, os advogados de Renan alegam que a gestão petista já sabia sobre a perda de poder aquisitivo dos beneficiários do Bolsa Família desde o início de 2025, mas não aumentou o valor do benefício.

Além disso, a defesa sustenta que, para que a recomposição inflacionária pudesse ser aplicada em 2026, ela deveria ter produzido efeitos ainda em 2025, para não alcançar a vedação expressa na Lei Eleitoral de que, no ano do pleito, é proibida a distribuição gratuita de benefícios.

"Pior era o cenário no início desse ano eleitoral e, não obstante isso, o aumento só foi implementado na reta final da campanha eleitoral, com evidente propósito eleitoreiro. Não se tratasse de finalidade eleitoreira e o reajuste inflacionário teria ocorrido muito antes", diz o documento.

A petição também aponta que, logo após a assinatura do decreto de reajuste do programa, Lula passou a divulgar a medida em suas redes sociais, em contrariedade à vedação de uso promocional, por um candidato, de bens ou serviços sociais custeados pelo poder público.

"O uso promocional desse reajuste é inconstitucional e proibido expressamente pela legislação eleitoral, porque se trata de um programa de caráter social custeado pelo poder público", afirma a defesa.

Por esses motivos, os advogados de Renan e do Missão pedem a suspensão dos efeitos econômicos do decreto de reajuste do Bolsa Família até a data da posse dos candidatos eleitos, além de multa a Lula. A defesa requer ainda a cassação do registro do petista, do diploma ou de seu mandato, caso seja reeleito.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra