Candidatos a presidente exploram o medo e são pouco efetivos na segurança, avaliam especialistas
A população brasileira tem medo. Medo de assalto, roubo, assassinato e, no caso das mulheres, medo de serem vítimas de violência sexual ou doméstica. Esse medo é percebido em conversas do cotidiano, assim como quantificadas por institutos de pesquisas: em agosto, a Quaest apontou a violência como principal preocupação dos eleitores, mencionada por 33% deles; a BTG/Nexus registrou o percentual de 35% com a mesma percepção; e a Real Time Big Data, 28%. Os planos de governo dos candidatos à Presidência refletem tal cenário. Mas, para especialistas em segurança pública ouvidos pelo Terra, são os de direita que conseguem melhor explorar a sensação de medo dos brasileiros, ao mesmo tempo em que suas sugestões carecem de legitimidade considerando a atual Constituição.