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Candidatas do PT em MG denunciam ameaças anônimas de violência sexual e de morte

Duas candidatas à Câmara Federal e uma à reeleição à ALMG relataram o recebimento de ameaças e exposição de dados pessoais

18 set 2026 - 14h18
(atualizado às 14h55)
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Candidatas do PT em MG, Bella Gonçalves, Andréia de Jesus e Ana Elisa Silva denunciaram ter recebido ameaças anônimas de violência sexual e de morte
Candidatas do PT em MG, Bella Gonçalves, Andréia de Jesus e Ana Elisa Silva denunciaram ter recebido ameaças anônimas de violência sexual e de morte
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Três candidatas do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais denunciaram o recebimento de ameaças de violência sexual e de morte: as vítimas, Bella Gonçalves (PT) e Ana Elisa Silva (PT), que concorrem à Câmara Federal, e Andréia de Jesus (PT), no pleito pela reeleição à Assembleia Legislativa de MG (ALMG), revelaram que as mensagens foram recebidas por e-mail, e que o conteúdo já foi encaminhado às autoridades. 

Em publicações nas redes sociais, as candidatas compartilharam parte do conteúdo criminoso. Nas mensagens, o autor se identifica como supremacista branco — que acredita na superioridade da cor de pele branca ante as demais — e expõe dados pessoais das vítimas e de seus familiares, além de enviar mensagens com 'forte teor de violência política de gênero', afirmou Bella Gonçalves. 

Além do recebimento das mensagens, a equipe de Bella afirma que o comitê da campanha, em Belo Horizonte, também foi alvo de vandalismo, tendo uma placa arrancada. 

Em sua postagem, a candidata Ana Elisa Silva compartilhou parte do texto enviado pelo criminoso, que afirma que a candidata "merece o fim mais humilhante de sua carreira política". A fala criminosa é sucedida por mensagens com teor racista e ameaças explícitas de violência sexual e de morte. 

"Ameaçar uma mulher negra para intimidá-la e tentar afastá-la de uma eleição não é opinião. É crime contra ela e contra o direito de quem quer votar nela", afirmou a equipe da candidata. 

Andréia de Jesus, por sua vez, afirmou que teve que parar a campanha, a organização de base e distribuição de material para registrar a denúncia. Segundo a candidata, ela recebeu ameaças mais de uma vez, além de questionar a segurança no fluxo de dados pessoais. 

"Não vou naturalizar isso. Cada ameaça será denunciada e levada às autoridades competentes! Seguimos!", disse.

As denúncias foram formalizadas à Polícia Federal entre os dias 5 e 11 de setembro. Ao Terra, a corporação diz não se manifestar sobre eventuais investigações em andamento. A reportagem também questionou o Ministério Público Federal e aguarda retorno. 

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Fonte: Portal Terra
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