Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Mandante da chacina de Unaí se entrega para ser preso 19 anos após o crime

Outro envolvido também foi preso esta semana e duas pessoas condenadas ainda não se entregaram à Polícia Federal e são consideradas foragidas

16 set 2023 - 13h04
(atualizado às 21h57)
Compartilhar
Exibir comentários
O ex-prefeito Antério Manica
O ex-prefeito Antério Manica
Foto: Reprodução/TV Globo

BRASÍLIA - Considerado como um dos principais mandantes da chacina de Unaí (MG), o ex-prefeito de Unaí Antério Mânica, se entregou neste sábado, 16, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para cumprir os mais de 50 anos de prisão a que foi condenado pelo crime que fez quatro vítimas em 2004.

Mânica passará o final de semana preso na capital federal, onde também está preso o empresário José Alberto de Castro por envolvimento no caso. Castro foi preso nesta quinta-feira (14), na região do Triângulo Mineiro. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que Mânica será transferido para Belo Horizonte na próxima segunda-feira, 18. Ainda não há informações sobre a transferência de Castro para o foro de cumprimento da pena.

Manifestantes pedem condenação de réus da chacina de Unaí e fazem quatro cruzes com sacos de feijão, em alusão aos quatro funcionários do Ministério do Trabalho mortos em 2004
Manifestantes pedem condenação de réus da chacina de Unaí e fazem quatro cruzes com sacos de feijão, em alusão aos quatro funcionários do Ministério do Trabalho mortos em 2004
Foto: Leonardo Augusto/Estadão / Estadão

"Este momento representa um alívio para as vítimas, suas famílias, colegas e toda a comunidade trabalhadora, que há tanto tempo esperavam por justiça", diz a nota assinada pelo superintende Regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans, e pela delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Ivone Baumecker.

O caso envolve as autoridades trabalhistas porque as vítimas foram os auditores do trabalho do trabalho Nelson José da Silva, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Os quatro foram alvo de embosca e assassinados a tiros enquanto apuravam denúncias de trabalho análogo à escravidão. Mânica, que era prefeito de Unaí na época, teria participado da contratação de assassinos de aluguel com o apoio dos outros condenados.

Todos os envolvidos na chacina foram levados a júri popular, onde foram condenados a penas que variam entre 31 e 65 anos de prisão, mas o STJ havia autorizado que eles aguardassem os recursos judiciais em liberdade.

Cartaz com foto dos servidores mortos na chacina de Unaí
Cartaz com foto dos servidores mortos na chacina de Unaí
Foto: Leonardo Augusto/Estadão / Estadão

Outras duas pessoas supostamente envolvidas no crime, o empresário Hugo Alves Pimenta e o proprietário rural e irmão do ex-prefeito, Norberto Mânica, são considerados foragidos por não cumprirem o prazo para se entregarem à Polícia e por não terem sido identificados em buscas das autoridades competentes.

Os mandantes do crimes só foram presos porque, em maio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou a decisão que impedia a prisão imediata de condenados pela Chacina de Unaí. A ordem do ministro obrigou a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela decisão cassada, a revisitar o caso.

Moraes atendeu a um pedido do procurador-geral da República Augusto Aras, que defendeu a execução imediata das penas. "A resposta dada à sociedade e pela sociedade aos crimes contra a vida há de ser efetiva, não se encerrando no mero julgamento dos acusados por seus pares. Para tanto, é necessário o efetivo cumprimento de suas decisões", escreveu Aras no pedido enviado ao Supremo.

A partir da decisão de Moraes, o STJ autorizou a execução provisória das penas dos condenados nesta terça-feira, 12, e já no dia seguinte, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, determinou sua prisão imediata.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade