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Política

Maioria avalia negativamente atuação do STF na imparcialidade entre rivais políticos, diz pesquisa

Levantamento da Atlas/Bloomberg também aponta que 51% dos entrevistados não confiam no Supremo Tribunal Federal, enquanto 49% afirmam confiar; desconfiança subiu quatro pontos em relação a fevereiro

14 ago 2025 - 11h28
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A atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando a "imparcialidade entre rivais políticos", é ruim ou péssima para 54% dos brasileiros, conforme a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 14. Outros 42% a avaliam como ótima ou boa, e 5%, regular.

Ainda segundo o levantamento, o desempenho no "respeito ao Poder Legislativo" é considerado ruim ou péssimo por 53% - ante 46% de ótimo ou bom. Em relação ao "combate à corrupção", 51% consideram a atuação dos ministros ruim ou péssima, e 42%, ótima ou boa.

A defesa da democracia lidera avaliação positiva do STF e é ótima ou boa para 49%, enquanto a ruim ou péssima é de 50%.

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Para 51,1%, a maioria dos ministros do STF não é competente nem imparcial. Já 47,9% acham o contrário: a maioria dos membros da Corte demonstra competência e imparcialidade no julgamento de processos atualmente.

A pesquisa também mostra que a imagem do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe de Estado, é negativa para 51% e positiva para 49%. No ranking dos 11 ministros do STF, Moraes é o que lidera a imagem positiva, ainda que esta seja superada em 2 pontos porcentuais pela imagem negativa.

O presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, aparece em sexto lugar em imagem positiva, com 36%. Já 53% têm uma imagem negativa de Barroso. O presidente eleito do STF, ministro Edson Fachin, que sucederá Barroso em setembro, tem 48% de imagem negativa e 32% de positiva.

O ministro que tem a maior imagem negativa no Supremo é Gilmar Mendes, com 56%.

Imagem positiva

  • Alexandre de Moraes - 49%
  • Cármem Lúcia - 46%
  • Flávio Dino - 46%
  • Cristiano Zanin - 41%
  • André Mendonça - 37%
  • Luís Roberto Barroso - 36%
  • Edson Fachin - 32%
  • Luiz Fux - 31%
  • Dias Toffoli - 30%
  • Gilmar Mendes - 29%
  • Kassio Nunes Marques - 25%

Imagem negativa

  • Gilmar Mendes - 56%
  • Luís Roberto Barroso - 53%
  • Alexandre de Moraes - 51%
  • Flávio Dino - 50%
  • Dias Toffoli - 50%
  • Cármem Lúcia - 49%
  • Edson Fachin - 48%
  • Cristiano Zanin - 48%
  • Luiz Fux - 46%
  • Kassio Nunes Marques - 44%
  • André Mendonça - 40%

Desconfiança no STF subiu quatro pontos

O levantamento também aponta que 51% dos entrevistados não confiam no Supremo Tribunal Federal, enquanto 49% afirmam confiar. De acordo com o levantamento, o índice de desconfiança no STF subiu quatro pontos porcentuais em comparação com os dados de fevereiro (47%).

Já a porcentagem dos que dizem que confiam na Corte foi mantida. Segundo a sondagem, 51,3% dizem não confiar no trabalho e nos ministros do STF, e 48,5% afirmam confiar, enquanto 0,2% não sabe. Nesse quesito, a desconfiança subiu 4,3 pontos porcentuais de fevereiro para agosto, e a confiança caiu 0,5 ponto.

Em relação à renda familiar, a confiança é menor entre quem ganha entre R$ 2 mil e R$ 3 mil - nessa faixa, 43,2% dizem confiar, e 56,6%, que não confiam.

A pesquisa Atlas/Bloomberg teve 2.447 respondentes, entre 3 e 6 de agosto, com a metodologia de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%.

Estadão
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