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Lula defende atuação de Haddad diante de denúncias de fraude na prefeitura

10 nov 2013
12h25
atualizado às 14h57
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou neste domingo que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) está agindo corretamente na apuração das denúncias de corrupção envolvendo servidores municipais. "O Haddad está fazendo as coisas que um prefeito tem que fazer. Ele abriu uma investigação, essa investigação está acontecendo. É um processo de apuração. Este é um problema que cabe ao ministério público e à polícia”, disse Lula, após participar da votação que escolherá o novo presidente do PT e renovará as direções nacional, estaduais e municipais do partido.

O presidente participou do processo eleitoral do Partido dos Trabalhadores
O presidente participou do processo eleitoral do Partido dos Trabalhadores
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

“Haddad vai ter que continuar administrando São Paulo, e tenho certeza de que ele vai continuar fazendo uma grande administração. As pessoas podem cometer alguns equívocos, porque acham que o Haddad fez alguma confusão em relação às manifestações de junho e julho", reconheceu o ex-presidente. "Mas ele ainda tem três anos de mandato, e eu conheço o Haddad”, completou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo de SP em 2014, alinhou o seu discurso ao do ex-presidente Lula e defendeu o prefeito da capital paulista. “É hora do Haddad governar, enfrentar os problemas que São Paulo tem. O Haddad está começando a enfrentar esses problemas e com ideias novas. Por exemplo, na área da saúde, com o Rede Hora Certa. Tenho certeza que vai ter um impacto muito grande nos próximos anos”, apostou.

“O PT confia muito na capacidade do Haddad para enfrentar os problemas de São Paulo, tanto nas parcerias com o governo federal, como o partido num todo. Daremos todo apoio para ele enfrentar os problemas. Ele teve a coragem de colocar o transporte público em primeiro lugar”, opinou o ministro.

Emidio de Souza, ex-prefeito de Osasco e candidato à presidência do PT-SP, também elogiou o governo Haddad e disse que confia no prefeito. Para Souza, cotado para ser o coordenador da campanha de Padilha no ano que vem, o criticado aumento do IPTU da capital paulista precisava acontecer.

“Não tem prefeito no Brasil que só tome medidas populares. Se ele (Haddad) tomou (a medida de reajustar o imposto), não foi destinado a  prejudicar ninguém. Já estive na frente de uma prefeitura e o prefeito tem que tomar decisões, às vezes populares ,às vezes não”, disse. “Se dependesse da vontade do PT não tinha aumento nunca. Ele (Haddad) é responsável por isso, pois foi eleito para governar e fazer São Paulo funcionar”, completou.

Perguntado se o governo de Haddad poderá ser uma “vitrine” para a candidatura e as ideias da campanha de Padilha, Emidio respondeu de maneira positiva. “Ele ainda tem coisas importantes para mostrar, mas já teve o corredor de ônibus, por exemplo. Acabou com a aprovação automática que o governo seguiu agora. O Haddad tem e vai ter mais equipamentos ainda para governar a cidade”, disse.

Eleições do partido
O PT realiza neste domingo as eleições para renovar sua direção, que ficará encarregada de preparar a campanha presidencial de 2014. Aproximadamente 800 mil filiados estão convocados para escolher o novo presidente do partido e renovar a cúpula em todos os níveis para os próximos quatro anos.

Seis candidatos disputam as eleições, entre eles o atual presidente Rui Falcão, que disputa pela ala majoritária e mais moderada do PT, chamada de "Construindo um Novo Brasil" e que defende a continuidade nas políticas do partido.

Falcão é considerado o grande favorito, em grande parte por ser o candidato mais próximo a Lula. O político de 69 anos foi eleito presidente do partido em abril de 2011, depois da renúncia de José Eduardo Dutra por motivos de saúde. Deputado estadual por São Paulo, Falcão dirigiu a campanha eleitoral de Lula em 1994 e foi o diretor de comunicação da campanha que levou Dilma ao poder em 2010.

Os outros cinco candidatos defendem, em maior ou menor grau, um deslocamento para a esquerda, mas todos apoiam a candidatura de Dilma para as eleições de 2014, que ainda não foi anunciada de forma explícita por ela, mas que é dada como certa no partido.

Os candidatos mais moderados, entre eles o deputado Paulo Teixeira, da chapa "Mensagem ao Partido", querem que o PT se aproxime das ruas e que o governo contenha o "domínio do poder econômico na política brasileira", diz seu programa eleitoral.

De acordo com as previsões do PT, o ganhador das eleições será conhecido na próxima terça-feira. Estas é a quinta eleição direta organizada pelo PT e a primeira a ter uma política que obriga que as candidaturas incluam a metade de mulheres e reservem uma cota para negros e indígenas.

As cotas raciais dependem do censo de negros e indígenas em cada estado, embora tenha que haver pelo menos uma vaga em cada chapa.

Foto: Arte Terra

Com informações da Agência EFE

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Fonte: Terra
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