Lula cita Banco Master ao defender combate ao crime organizado; saiba o que ele disse
Presidente ressaltou a atuação dos órgãos federais e aprovação de PEC da Segurança Pública
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou as investigações sobre o Banco Master em discurso em solenidade de posse do novo ministro da Justiça, Wellington César, nesta quinta-feira, 15. O petista disse ainda que que a "PEC da Segurança Pública", em análise no Congresso Nacional, servirá para que o Estado não seja "derrotado por nenhuma organização criminosa" e que quer chegar na "cobertura" em vez de só "matar gente em favela".
"Nós nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar ao andar de cima da corrupção e do crime organizado neste País como agora. Neste exato momento histórico do Brasil, depois da Operação Carbono Oculto, que foi a maior operação já feita pela Polícia Federal junto com a Polícia de São Paulo, junto com a Receita Federal, depois da Refit, quando nós conseguimos bloquear cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada… sabe, depois que nós fizemos isso, depois da situação do Banco Central com o Banco Master, eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral deste País, falei ao presidente da Suprema Corte, estou falando ao ministro, ao advogado-geral da União, que eu não convidei para a reunião porque eu achava que estava de férias, mas hoje nós fizemos uma reunião para dizer o seguinte: nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado", disse Lula.
Na solenidade, o petista também disse que o novo ministro da Justiça dará sequência ao trabalho "para que a gente possa, pela primeira vez, não ficar apenas matando gente em favela, não apenas ficar prendendo pobre, mas chegar na cobertura".
O presidente também defendeu a autonomia do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal. "Quando a gente governa, a gente muitas vezes a gente acha ruim que vocês tenham tanta autonomia. Mas se vocês não tivessem autonomia, certamente as instituições não teriam a importância que têm, porque seriam facilmente cooptadas pelo poder político", declarou.
Ele acrescentou: "E é importante que vocês digam em alto e bom som: eu não pertenço ao presidente da República. Eu não pertenço ao presidente do Senado. Eu não pertenço ao presidente da Câmara. Eu sou uma instituição democrática do Estado brasileiro, que pertence ao povo brasileiro".
Lula afirmou que tem "confiança" de que o Congresso Nacional aprovará a proposta de emenda à Constituição (PEC) que integra as forças de segurança dos níveis federal, estadual e municipal, conhecida como "PEC da Segurança".
"Estamos vivendo um momento muito especial neste País. Especial no ponto de vista de tudo o que aconteceu nesses últimos três anos, porque as pessoas não podem esquecer como é que nós pegamos este País em 2023", declarou. Na sequência, Lula disse que "está entregando este País de forma extraordinariamente bem sucedida".