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Lula pede ao STF que delações da J&F não sigam para Moro

16 mai 2018
18h21
atualizado às 18h54
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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para remeter as delações complementares do empresário Joesley Batista --um dos donos da J&F, holding que controla a JBS-- não sejam remetidas ao juiz Sérgio Moro e sim para a Justiça Federal do Distrito Federal.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro de carro em São Paulo
05/04/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro de carro em São Paulo 05/04/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

O petista está preso desde o dia 7 de abril na sede da polícia Federal em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês após condenação imposta por Moro, confirmada em seguida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no processo do tríplex do Guarujá.

Os advogados alegam que já tramitam na Justiça de Brasília três procedimentos de investigação oriundos dos termos de colaboração que visam a apurar a suposta conta que o Grupo JBS manteria em benefício de Lula ou do PT. Apesar disso, afirmam, a Procuradoria-Geral da República decidiu distribuir informações dos delatores da J&F entre Brasília e Curitiba.

Os defensores dizem que a posição da PGR contraria decisão anterior da corte e pode levar o ex-presidente a ser investigado por "fatos similares em juízos distintos".

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