Justiça condena adolescente que matou senador e pré-candidato presidencial a 7 anos de reclusão
A Justiça da Colômbia condenou, nesta quarta-feira, 27 de agosto, o adolescente de 15 anos que atirou contra o senador e pré-candidato presidencial Miguel Uribe Turbay.
A Justiça da Colômbia condenou, nesta quarta-feira, 27 de agosto, o adolescente de 15 anos que atirou contra o senador e pré-candidato presidencial Miguel Uribe Turbay durante um comício político em Bogotá. O menor recebeu pena de sete anos em um centro de internação para jovens infratores, informou o Ministério Público.
Uribe, membro do partido de direita Centro Democrático, foi baleado em 7 de junho e morreu em 11 de agosto, após semanas hospitalizado com graves ferimentos na cabeça.
O Ministério Público detalhou que o adolescente foi convencido a executar o crime. O menor, que não teve a identidade revelada para ser preservado, chegou ao bairro de Modelia em um carro conduzido por Carlos Eduardo Mora González, um dos seis presos pelo crime, e recebeu uma pistola Glock 9 milímetros de Elder José Arteaga Hernández, acusado de coordenar a ação. Em seguida, caminhou até o Parque El Golfito, onde o senador participava de um ato público, e atirou contra o político.
Ao tentar fugir, o jovem foi interceptado pela equipe de segurança de Uribe e entregue às autoridades. Em 4 de agosto, o adolescente se declarou culpado de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas, acusações que, segundo a lei colombiana, não podem ser alteradas quando aceitas por um menor de idade. Por isso, foi julgado por tentativa de homicídio, e não por assassinato.
O advogado Victor Mosquera, representante da família de Uribe, declarou em suas redes sociais:
"Respeitamos a decisão, mas essa sanção nunca equivale à vida que ele tirou ou à dor que causou. Essa lei incentiva o crime usando menores sem punição real e efetiva."
A procuradora-geral da Colômbia, Luz Adriana Camargo, classificou o crime como assassinato, isto é, a morte de uma figura de relevância política ou social.
"O autor material e aqueles que participaram da preparação e do planejamento do assassinato já foram levados à justiça", disse.
Adriana também destacou que a investigação continua em andamento:
"A busca pelos autores continua sem descartar nenhuma hipótese."