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Julgamento de Dilma começa com deputados e sem manifestantes

25 ago 2016
15h51
atualizado às 15h54
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Além das discussões e bate-bocas entre senadores pró e contra o impeachment da presidente afastada da República, Dilma Rousseff, as primeiras horas ficaram marcadas pela presença de deputados federais no plenário do Senado e pela ausência de manifestantes do lado de fora do prédio do Congresso Nacional.

Foto: Mário Coelho / Especial para Terra

Apesar de a Câmara não ter sessões às quintas-feiras e boa parte dos seus integrantes estarem já em seus estados, deputados passaram pelo plenário do Senado para conversar com os senadores e até gravarem mensagens para divulgar em suas redes sociais. Todos eles integrantes da base do presidente em exercício da República, Michel Temer.

"Está acabando o período desastrado da presidenta Dilma e o modelo petista de governar", afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS). Ele disse que vai acompanhar o julgamento de perto para seus eleitores no Rio Grande do Sul. Perondi fazia parte da ala do PMDB que no ano passado já defendia o rompimento com o PT e o governo Dilma.

Foto: Mário Coelho / Especial para Terra

Primeiro-secretário da Câmara e aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Beto Mansur (PRB-SP) também foi outro que usou o plenário do Senado durante as questões de ordem para registrar o momento e compartilhar em suas redes sociais. "Essa coisa (mandato de Dilma) se encerra no fim do mês, para o bem do Brasil", disse.

Como primeiro-secretário da Câmara, foi Beto Mansur quem teve a missão de ler a decisão de Eduardo Cunha, quando ainda presidia a Câmara, de que o impeachment teria seguimento na Câmara. Depois, ele ainda entregou a notificação para a petista no Palácio do Planalto.

Foto: Mário Coelho / Especial para Terra

Manifestantes

Assim como na votação na Câmara dos Deputados e nas duas anteriores no Senado, o prédio do Congresso foi cercado por cercas de metal. As visitações públicas estão suspensas até 2 de setembro e a circulação de servidores e pessoas credenciadas, como jornalistas, está limitada. Na Esplanada dos Ministérios foi recolocado o muro para dividir os manifestantes pró e contra o impeachment.

No entanto, nas primeiras horas do julgamento, não foram vistos manifestantes em nenhum dos lados da Esplanada. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal já esperava por uma movimentação menor nos dois primeiros dias, tanto que destacou 348 policiais para fazer a segurança no início do processo.

Para segunda-feira (29), quando está previsto o depoimento da presidente afastada, o número é similar, de 380. Mas, para o dia seguinte, data marcada para o julgamento, o efetivo será de 1.334 militares. A estimativa da SSP é que o número chegue a 60 mil pessoas na Esplanada entre apoiadores do impeachment e de Dilma Rousseff.

Fonte: Especial para Terra
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