Ida aos EUA é boa oportunidade para Lula buscar bom entendimento com Trump, diz Alckmin
O vice-presidente da República Geraldo Alckmin disse que a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, nesta semana, será uma boa oportunidade para esclarecer informações ao presidente norte-americano, Donald Trump, como as relacionadas ao Pix, e buscar um bom entendimento com aquele país. Depois de meses de negociação, a reunião de Lula com Trump está prevista para ocorrer nesta quinta-feira, 7, em Washington.
"Estou muito confiante nessa ida do presidente Lula e nesse encontro com o presidente Trump", disse Alckmin em entrevista à GloboNews. Ele defendeu que o governo brasileiro precisa deixar claro também que os EUA têm superávit com o Brasil, lembrando que, embora sejam o terceiro parceiro comercial do Brasil, são os maiores investidores no País.
Segundo Alckmin, o presidente Lula tem colocado que não há tema proibido. "Então, vamos conversar sobre big techs, terras raras, data centers, política tarifária e não tarifária. Você tem aí uma agenda importante".
Sobre as discussões em torno das terras raras brasileiras, Alckmin disse que esse é um tema importante que "com certeza o presidente Trump vai colocar na mesa". Ele lembrou que o Brasil é o segundo país com a maior quantidade de reservas de terras raras, 23%. "E olha que 70% a análise geopolítica ainda é superficial. Podemos ter uma boa surpresa e ter porcentual ainda maior. O Brasil tem um potencial enorme".
Alckmin ainda fez referência ao relatório do projeto que estabelece o marco regulatório das terras raras, que está na Câmara. "Queremos que todos venham investir no Brasil. Não limitamos investimento. E o que queremos também é não ser exportador de commodity, ou seja, agregar valor, estimular que esses minerais estratégicos tenham seu refino aqui no Brasil", defendeu.
Sobre big techs, Alckmin disse que o governo brasileiro quer que os investimentos americanos cresçam no País. "O que o Brasil fez de regulação acho que ninguém é contra, que é o ECA digital, é proteger criança, a família. Estamos abertos ao diálogo".
Indagado sobre como o governo deverá abordar a questão de Cuba com os americanos, Alckmin disse que a política externa brasileira é sempre de respeito à autodeterminação dos povos e de não interferência. Em relação ao crime organizado, ele disse que Lula já levou e levará de novo a Trump a proposta de acordo para combate a organizações criminosas transnacionais.
Desenrola
Sobre o novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, Alckmin disse que ele vai ajudar muitas famílias a saírem da inadimplência, garantindo juros mais baixos e uso do FGTS para abater os débitos. "É um conjunto de medidas de justiça de natureza fiscal", considerou.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.