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Política

Grupo invade fazenda da família de Tereza Cristina, diz assessoria

Invasores se retiraram de forma pacífica após intervenção da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul

30 abr 2023 - 19h20
(atualizado às 19h27)
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BRASÍLIA - A assessoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) diz que uma fazenda da família da parlamentar em Terenos (MS), a 25 km de Campo Grande, foi invadida na madrugada deste domingo, 30. A nota afirma que "um pequeno grupo de invasores sem terra" teria tentado ocupar a propriedade. Eles se retiraram pacificamente pela manhã, após intervenção da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul.

A equipe da senadora não informou qual grupo teria sido responsável pela invasão. O Movimento dos Sem Terra (MST) no Estado negou a autoria. Disse que intensificou suas atividades no mês de abril, conhecido como Abril Vermelho em lembrança ao Massacre de Eldorado do Carajás, mas que nenhuma das ações incluiu invasão de terras no Mato Grosso do Sul. "A partir dos nossos cinco acampamentos e diversos assentamentos no Estado, doamos centenas de quilos de alimentos saudáveis, além de sementes agroecológicas para diversas comunidades indígenas", diz o movimento.

Cristina foi ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro e elegeu-se senadora nas eleições de 2022 com 829 mil votos (60,85% dos votos válidos). O episódio acontece num momento de tensão entre o MST e o Congresso.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), leu nesta semana o requerimento de criação da CPI do MST, criticada pelo governo Lula. Neste sábado, 29, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que não há fato determinado para instalação da comissão.

A comissão conta com a articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que protesta contra a onda de invasões de propriedades rurais deflagrada neste mês. O movimento invadiu fazendas da Suzano e uma área de pesquisa da Embrapa. Os ruralistas acumulam atritos com a gestão petista nestes primeiros três meses.

A Agrishow, maior feira de tecnologia agrária do País, anunciou o cancelamento da cerimônia de abertura que estava prevista para o feriado de 1º de Maio. A decisão foi tomada diante da repercussão negativa depois que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse ter sido desconvidado diante da presença do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pela primeira vez desde a inauguração da feira, em 1994, a Agrishow não contará com um representante do governo federal em sua abertura. A avaliação é de que a possibilidade de ser cobrado sobre a tolerância com invasões do MST teria pesado para a ausência de Fávaro.

Estadão
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