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Presidente do Ibope diz que governo perdeu gordura

Bolsonaro segue como o presidente com pior avaliação em início de primeiro mandato na série histórica

25 abr 2019
07h48
atualizado às 09h10
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A avaliação positiva (bom ou ótimo) do governo Jair Bolsonaro oscilou um ponto porcentual em abril (35%) em relação a março (34%), segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 24, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A oscilação foi dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Com isso, Bolsonaro segue como o presidente com pior avaliação em início de primeiro mandato na série histórica.

Presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Planalto 9/4/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Planalto 9/4/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

Segundo o presidente do Ibope, Carlos Montenegro, a "empolgação" com o governo caiu em relação a janeiro, mas Bolsonaro segue bem aprovado entre seus eleitores. Desde o início do governo, o porcentual dos que consideram o governo bom ou ótimo caiu 14 pontos, de 49% para os atuais 35%.

"No começo, ele ganhou uma gordura. Foi preservado pelo tempo que ficou no hospital, mas, com as confusões do governo, dos filhos, 'golden shower' e outras coisas, perdeu a gordura", disse. Para Montenegro, o crescimento do índice depende da economia e da geração de empregos.

A avaliação negativa (ruim ou péssimo) também oscilou na margem de erro, de 24% em março para 27% em abril - e também apresenta diferença considerável em comparação com o início da gestão, quando era de apenas 11%.

O governo é mais bem avaliado entre homens, moradores do Sul e pessoas com renda alta. Entre os sulistas, 44% avaliam o governo como bom ou ótimo. O Nordeste é a região com menor avaliação positiva: 25%.

Entre os homens, 38% o classificam como bom ou ótimo, contra 32% das mulheres. Dos que ganham mais de cinco salários, 45% avaliam o governo positivamente. Entre os que recebem até um salário, o índice é 27%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Estadão
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