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Política

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Genial/Quaest: Fim da escala 6 por 1 é aprovado por 68% dos brasileiros

A questão é acompanhada de perto por 43% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa

18 mai 2026 - 11h00
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Fim da escala 6 por 1 é aprovado por 68% dos brasileiros, diz pesquisa
Fim da escala 6 por 1 é aprovado por 68% dos brasileiros, diz pesquisa
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O fim da escala 6 por 1 é aprovado por 68% dos brasileiros, segundo mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 18. Ao todo, 2.004 eleitores de 16 anos ou mais foram entrevistados sobre o assunto.

A pesquisa feita pela Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos, e entrevistou eleitores entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais e o nível de confiabilidade da pesquisa é de 95%.

Segundo a pesquisa, 68% dos brasileiros aprova o fim da escala 6 por 1, enquanto 22% é contra a mudança no regime de trabalho. Outros 7% dizem ser nem a favor, nem contra.

Houve mudança na aprovação do assunto. Em julho de 2025, a redução da jornada de trabalho era aprovada por 69% e desaprovada por 26%. Em dezembro de 2025, era aprovada por 72% e desaprovada por 24%. Os indiferentes eram 2% nas duas pesquisas anteriores.

Do total, 43% dos entrevistados afirmaram que estão acompanhando de perto a discussão sobre o fim da escala 6 por 1. Enquanto 29% afirmou que tem acompanhado pouco, ou só ouviu falar. 27% dos entrevistados não tem acompanhado a questão, e 1% não sabe ou não respondeu.

A pesquisa também fez recortes populacionais entre os entrevistados, mostrando a diferença de aprovação e desaprovação do fim da escala 6 por 1 entre grupos separados por sexo, idade, escolaridade, renda e religião. Também foram feitos recortes sociodemográficos separando os entrevistados entre voto no 2º turno das eleições presidenciais de 2022, região e posicionamento político.

Entenda o caso

A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1 (seis dias de trabalho e um de descanso) reúne atualmente três propostas no Congresso Nacional, com formatos e ritmos de tramitação distintos. Duas delas são propostas de emenda à Constituição (PECs) em análise na Câmara dos Deputados, enquanto a terceira é um projeto de lei enviado pelo governo em regime de urgência constitucional.

O debate na CCJ abre caminho para a possibilidade de fixação da jornada em 40 horas semanais e adoção da escala 5x2, modelo que se aproxima da proposta encaminhada pelo governo federal ao Congresso.

O fim da escala 6x1 é uma das bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O projeto do Executivo, protocolado em regime de urgência constitucional, precisa ser analisado pela Câmara e pelo Senado em até 45 dias.

O texto do governo propõe:

  • redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial;
  • estabelecimento de jornada de oito horas diárias e dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas cada.

Além da proposta do Executivo, há duas PECs em tramitação na Câmara que tratam do tema:

A primeira, apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê duração do trabalho não superior a oito horas diárias e 36 semanais, com possibilidade de compensação de horários e redução mediante acordo ou convenção coletiva. O texto estabelece que a mudança entre em vigor dez anos após a promulgação da emenda.

A segunda PEC, apresentada em 2026 pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), também fixa o limite de oito horas diárias e 36 semanais, mas propõe uma jornada de quatro dias por semana, o que transformaria a escala 6x1 em 4x3. Nesse caso, a emenda passaria a valer um ano após a promulgação.

Fonte: Portal Terra
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