Entre ‘tapas e beijos’ com Trump, relembre movimentações de Lula na política externa neste mandato
Ao assumir o terceiro mandato como presidente, o petista prometeu fazer o Brasil ‘voltar ao cenário mundial’; relembre destaques
Ao assumir seu terceiro mandato como presidente da República em 2023, Lula prometeu reposicionar o Brasil internacionalmente. Ele seguiu com o objetivo de colocar o País “de volta ao cenário mundial”. De lá pra cá, ao longo de quatro anos, muita coisa aconteceu. O Brasil sediou eventos globais, se posicionou em meio a conflitos e, principalmente, tem vivido uma relação entre “tapas e beijos”, cheia de capítulos, com o governo Trump, dos Estados Unidos. Relembre movimentações dos últimos anos.
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‘Brasil voltou ao cenário mundial’
Em fevereiro de 2023, após se encontrar com Joe Biden, então presidente dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil voltou “ao cenário mundial utilizando sua potência política, a respeitabilidade que conquistou”. "Nossas equipes vão continuar conversando em todas as áreas para que a gente possa ter uma evolução muito importante para Brasil e Estados Unidos", disse à imprensa na época.
Lula na China
Em abril de 2023, Lula e Xi Jinping, da China, assinaram diversos acordos de cooperação entre os países. O presidente brasileiro foi recebido em Pequim. Desde então, a boa relação com o governo chinês segue sendo uns dos destaques do mandato de Lula.
Maduro e ‘narrativa construída’
Em maio de 2023, Lula recebeu Nicolás Maduro em Brasília, em visita do líder venezuelano ao Brasil após oito anos. Ao lado de Maduro, Lula disse que a Venezuela é “vítima de uma narrativa de antidemocracia e autoritarismo”. Na situação, ele também criticou a aplicação de sanções econômicas a Venezuela.
Embates com Maduro
Em outubro de 2023, a Venezuela foi barrada de entrar no BRICS por não estar alinhada a critérios analisados pelos países membros. O BRICS é uma aliança política e econômica formada por economias emergentes, em grupo que inclui o Brasil. Por conta da movimentação, Maduro disse que o Itamaraty “sempre conspirou contra a Venezuela” e que é uma “chancelaria muito ligada ao Departamento de Estado americano”. Em agosto de 2024, Lula e Maduro voltaram a ter um embate, pois o petista não reconheceu o resultado das eleições venezuelanas.
G20 no Rio de Janeiro
Em novembro de 2024, o Brasil sediou a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, onde foi lançada a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Foi a primeira vez que o Brasil ocupou a posição de anfitrião do encontro com as potências globais. Quando assumiu o compromisso, o presidente Lula definiu o encontro como "o mais importante evento internacional que nós iremos organizar".
‘Caça às bruxas’ e tarifaço
Ao longo de 2025, o Brasil viveu um grande imbróglio com os Estados Unidos. Em meio a argumentos de ataque à liberdade de expressão e caça às bruxas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump ameaçou taxar – e taxou – o Brasil. Além disso, também foram aplicadas sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal. A situação foi chamada de “chantagem inaceitável” por Lula. Nos bastidores, a pressão era sobre o julgamento da trama golpista no STF, referente ao caso em torno do 8 de Janeiro – processo pelo qual, posteriormente, Bolsonaro foi condenado e preso. Em meio à crise, Lula assumiu a postura de defender um “Brasil soberano”. Esse tarifaço foi derrubado apenas em 2026.
‘Química’ entre Trump e Lula
Em setembro de 2025, ainda nas articulações para solucionar a questão dos ataques e sanções, Trump e Lula se aproximaram. Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, eles se encontraram rapidamente, se abraçaram e marcaram uma conversa. Na ocasião, Trump chamou Lula de um “homem muito agradável” e disse que tiveram uma “química excelente” durante o encontro. Eles chegaram a conversar à distância no mês seguinte.
COP30 em Belém
Em novembro de 2025, o Brasil sediou a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas em Belém, Pará. O evento consolidou a presença do Brasil na agenda ambiental internacional.
EUA invadem a Venezuela
No primeiro sábado de 2026, os Estados Unidos invadiu a Venezuela para capturar o então líder do país, Nicolás Maduro. Em meio ao clima de medo, incertezas e interferências norte-americanas no país venezuelano. Lula criticou a ação em entrevista ao The New York Times na ocasião: “Mais um capítulo lamentável na erosão contínua do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial".
Lula vai à Casa Branca
Em maio deste ano, após meses de ‘vai e vem’ com Trump, Lula foi à Casa Branca se encontrar com o presidente republicano. Foi o primeiro encontro entre eles na sede do governo norte-americano. Lula chamou o encontro de "um passo importante na consolidação da relação democrática histórica", mas acrescentou que Trump não irá mudar seu modo de agir por causa de uma reunião de três horas com ele.
Novas tarifa aos EUA
Em julho deste ano, o governo Trump anunciou uma tarifa de 25% para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções, como carnes, café, petróleo, aeronaves e sucos de laranja. Agora, nesta quinta-feira, 23, foi anunciada uma nova sobretaxa de 12,5% ao Brasil e outros países por “trabalho forçado”. A taxa está programada para valer a partir desta sexta-feira, 24. O governo brasileiro segue em articulação.
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