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Política

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Flávio diz que nota da CNBB confirma 'fake news'; entidade desmentiu acusação feita por ele

28 set 2026 - 14h12
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Resumo
Flávio Bolsonaro afirmou que uma nota da CNBB confirma ser fake news o boato de que ele retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, acusando o PT de disseminar a mentira. Contudo, o documento da entidade apenas rebateu uma acusação prévia do próprio candidato, negando qualquer envolvimento em desinformação. O caso gerou disputas no STF e no TSE sobre a remoção de postagens críticas ao senador, que reiterou seu respeito aos católicos durante ato de campanha em São Paulo.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, 28, que uma nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirma ser falsa a informação de que ele articularia a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Em entrevista durante visita ao Mercado Municipal de São Paulo, o senador agradeceu à entidade e voltou a negar que tenha essa intenção.

"Eu estava esperando a nota da CNBB, e ela saiu hoje [segunda-feira]. Foi uma boa nota, esclarecedora, porque confirma que essa história de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil era uma grande mentira. É a maior fake news desta campanha", disse Flávio. A nota foi divulgada no domingo, 27.

O documento, porém, trata especificamente de uma acusação feita pelo próprio candidato. No domingo, Flávio afirmou que pessoas de dentro da CNBB teriam ajudado o PT a espalhar o boato. A conferência respondeu que não produziu, autorizou nem participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas à eleição.

Também afirmou que atribuir à instituição participação em uma estrutura de desinformação sem apresentar provas a atinge injustamente. "A mentira não se combate com outra mentira", disse a entidade. A nota não atribui ao PT a autoria do boato.

Nesta segunda, Flávio manteve a acusação contra adversários políticos. Disse que a informação foi "potencializada pelo PT" e compartilhada, sem apresentar provas, pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, e pela candidata ao Senado Simone Tebet (PSB). "A todos os católicos, agradeço a confiança e digo que isso não existe. Nossa Senhora é a Padroeira do Brasil", declarou.

O candidato afirmou ainda que é evangélico, mas respeita todas as religiões e quem não tem religião.

A controvérsia chegou à Justiça. Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que associavam Flávio à suposta retirada do título da santa. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem em relação a uma postagem do humorista Antonio Tabet, que havia recorrido ao Supremo.

Para Dino, não havia, naquele conteúdo, demonstração suficiente de ilicitude que justificasse a restrição à liberdade de expressão e religiosa. Flávio Bolsonaro recorreu da decisão de Dino, e o ministro decidiu enviar o caso ao plenário.

Antes de falar à imprensa no Mercadão, Flávio recebeu de um apoiador e ergueu uma miniatura de Nossa Senhora durante caminhada no Brás, na capital paulista. Ele cumpriu a agenda acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Estadão
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