Flávio cita 50 senadores para pressionar Moraes após ordem de prisão contra Eduardo Bolsonaro
Candidato afirma que partidos aliados terão força no Senado a partir de 2027 e pede renúncia do ministro do STF
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira, 8, que os partidos que apoiam a candidatura no segundo turno somam 50 senadores. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, ele usou o número para pressionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que determinou a expedição de um mandado de prisão contra o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
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"E se a gente somar aqui, gente, só os partidos que já declararam o apoio ao Flávio Bolsonaro no segundo turno, juntando o PL, Novo, União Brasil, Republicanos, PP e Podemos, e vêm mais partidos por aí, já são 50 senadores. 50 senadores", afirmou.
Flávio também disse que quase 50 senadores eleitos ou que continuarão no cargo a partir de 2027 já se declararam favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo. Ele atribuiu o resultado das eleições à insatisfação dos eleitores com a atuação de Moraes.
"E não por acaso chegamos a quase 50 senadores que declaradamente são a favor de impeachment de ministro, de largada", declarou. "O Senado vai proteger o Supremo de você. O Senado Federal tem a obrigação de garantir e proteger as instituições democráticas desse país. Entre elas, uma das principais, que é o STF", acrescentou.
Para que um ministro do Supremo seja condenado em um processo de impeachment, são necessários os votos de dois terços dos 81 senadores, ou seja, 54 parlamentares. A soma das bancadas mencionadas por Flávio não representa, necessariamente, apoio de todos os integrantes ao afastamento de Moraes.
Nas eleições de domingo, 4, o PL elegeu 19 senadores e ampliou a bancada para 28 integrantes a partir de 2027, tornando-se o maior partido da Casa.
Flávio pede renúncia de Moraes
Durante a transmissão, o candidato também pediu que Moraes renuncie ao cargo e responda judicialmente por sua atuação no STF.
"Ele não tem mais moral pra julgar ninguém nesse país. Se ele tivesse vergonha, ele já tinha pedido pra sair, tinha renunciado. Faça esse bem pra nação, Alexandre de Moraes: renuncie, renuncie e responda na Justiça pelos seus atos", afirmou.
Flávio classificou o processo contra Eduardo como nulo e acusou o ministro de tentar tumultuar o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Segundo o senador, a ordem de prisão não terá efeitos práticos porque o irmão vive nos Estados Unidos. "Ele sabe que não vai dar em nada, porque o Eduardo está nos Estados Unidos, está exilado nos Estados Unidos, está protegido pela legislação americana", declarou.
A manifestação ocorreu após Moraes determinar a expedição de um mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro e o início do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo.
A decisão foi assinada na quarta-feira, 7, e divulgada nesta quinta-feira, 8, após o trânsito em julgado da condenação. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do ex-deputado.
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